Crise automobilística

Ministro promete pedir à Volks que suspenda demissões e discuta estabilidade

Em nota à imprensa, a montadora confirmou que foi procurada por representantes do governos federal, estadual e municipal e informou que "retomou", na tarde desta terça-feira, reuniões com o sindicato

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Logo da Volkswagen em linha de montagem
Logo da Volkswagen em linha de montagem

Após reunião de pouco mais de uma hora no Palácio do Planalto, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, prometeu ao presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, que entrará em contato com a direção da Volkswagen para pedir a suspensão das 800 demissões previstas para fevereiro para que trabalhadores e montadora retomem as discussões sobre a reestruturação do acordo vigente desde 2012 e que garantia estabilidade do emprego até março de 2017.

 

De acordo com Marques, essa foi a “decisão mais imediata” prometida pelo ministro para tentar solucionar o problema das demissões. Em troca dessa suspensão dos cortes (prometidos pela montadora para fevereiro), os 13 mil funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo suspenderiam a greve, que completa nesta terça-feira, 13, uma semana. Outro pedido feito pelo sindicato, acrescentou, foi de que o governo “diga que é possível estruturar” o Programa Nacional de Proteção ao Emprego no primeiro trimestre deste ano.

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“Ele (Rossetto) disse que faria contato com a direção da Volks e com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). O ministro concordou conosco de que a melhor saída para esse conflito seria suspender as demissões e a gente retomar a negociação sobre a reestruturação do acordo”, afirmou. Segundo o presidente do sindicato, a última proposta de adequação feita pela empresa foi recusada pelos funcionários em assembleia realizada no dia 2 de dezembro.

 

De acordo com a assessoria da Volkswagen, a proposta previa o “aditamento” do acordo atual, revendo as “condições estabelecidas e propondo novas com foco na melhoria de competitividade da fábrica frente ao cenário atual de mercado e as projeções para 2015”. Entre as mudanças, estaria a “continuidade” de formas de adequação de efetivo por meio de programas de demissão voluntária e de suspensão de contratos de terceirização para alocação de parte do pessoal excedente. Em contrapartida, a montadora “modificava” na proposta as regras de reajustes de salários e participação nos resultados.

 

Em nota à imprensa, a montadora confirmou que foi procurada por representantes do governos federal, estadual e municipal e informou que “retomou”, na tarde desta terça-feira, reuniões com o sindicato “com vistas a estabelecer condições para um futuro sólido e sustentável” para a unidade de São Bernardo. O encontro começou por volta das 16 horas. Para o presidente do sindicato, contudo, é “temerário” afirmar que esse primeiro encontro represente o retorno das negociações sobre o acordo que garante estabilidade do emprego.