Ministro do Trabalho defende política de emprego para pessoas acima de 50 anos

Para o ministro, a falta de mão-de-obra qualificada poderá estimular o retorno de pessoas mais experientes

SÃO PAULO – O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, defendeu na segunda-feira (5) a adoção de políticas públicas para a reinserção de profissionais com mais de 50 anos no mercado de trabalho. Segundo o ministro, a falta de mão-de-obra qualificada poderá estimular o retorno de pessoas mais experientes.

“O Brasil vive a mais rápida expansão do emprego formal, e esse crescimento também está gerando a falta de profissionais qualificados. Em algumas cidades, já está difícil contratar pedreiros ou engenheiros”, disse.

Lupi acrescentou também que, com tantos investimentos previstos devido aos eventos que acontecerão no País – Copa do Mundo e a Olimpíada -, é necessário pensar nesse segmento da população que tem muito a ensinar e contribuir.

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Realidade do mercado
O consultor em Talentos Humanos da Inthegra, Nege Calil, afirmou que as empresas já enfrentam o problema da falta de pessoas qualificadas, por isso elas reconhecem o valor da experiência que os profissionais mais velhos possuem.

“Ter realizado boas obras durante a carreira, estar atualizado sobre o mercado, ter formação acadêmica adequada, lidar bem com informática e idiomas, além de possuir entusiasmo para trabalhar, são requisitos que contam mais pontos que a idade”, disse.

De acordo com Calil, os segmentos que mais contratam profissionais experientes são as redes de assistência médica, supermercados, locadoras, concessionárias de veículos e empresas de construção civil.

Recolocação após os 50 anos
A atendente da Unimed Uberlândia, Célia de Fátima Oliveira, é um exemplo de recolocação no mercado de trabalho após 50 anos de idade. A profissional de 62 anos trabalha diariamente na empresa há três anos.

“Eu fiquei sabendo que a Unimed iria contratar pessoas mais velhas. Então, enviei meu currículo, passei por entrevista com uma psicóloga e estou aqui trabalhando. Eu gosto muito de ter a cabeça ocupada, principalmente se for pelo trabalho”, finalizou Célia.