Mesmo estudando um ano a mais, mulheres ganham 70% do salários dos homens

Apesar de ter caído de uma proporção de quase 85% em 1995, Ipea considera variação como praticamente estável

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SÃO PAULO – Mesmo estudando em média um ano a mais do que os homens, a diferença de salários entre eles e elas ainda é alta. Levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa em Economia Aplicada (Ipea) mostrou que, em 2004, as trabalhadoras ganhavam cerca de 70% do que os empregados recebiam. E isso para exercer exatamente a mesma função.

“Há uma tendência de redução, mas ainda existem questões culturais muitos fortes que impedem uma diminuição mais acentuada desse índice”, explicou um dos coordenadores do estudo, Gabriel Ulyssea. Segundo o economista, em 1995 essa diferença de rendimento estava na casa dos 85%.

No Brasil

“No Brasil, como em praticamente todos os países, a remuneração das mulheres é muito inferior em relação à dos homens”, diz a pesquisa. Apesar da queda de quase 15 pontos percentuais entre 95 e 2004, a tendência se manteve praticamente “estável”, com leve tendência de alta entre 2001 e 2004.

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“Pode-se dizer que pelo fato da mulher demorar um pouco mais a entrar no mercado, exatamente por estudar mais do que o homem, ainda sinta um reflexo mais acentuado nessa questão”, adicionou Ulyssea.

No mundo

Dados divulgados recentemente pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que, além da questão salarial, mulheres encontram maior dificuldade de entrar no mercado de trabalho. E isso é uma tendência mundial.

Veja abaixo a situação do desemprego ano a ano, separado por sexo (em milhões):

AnoHomemMulherTotal
199666,7 94,7 161,4
200176,9108,3185,2
200378,7110,2188,9
200480,2112,5112,5
200581,5113,2194,7
200681,8113,4195,2

Fonte:OIT