Mercado de trabalho: diferenças de gênero permanecem presentes

Mulheres, apesar de serem maioria nos bancos escolares, ainda ocupam menos espaço no mercado profissional

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SÃO PAULO – Apesar de ter conquistado espaço no mercado de trabalho, as mulheres no Brasil ainda enfrentam discriminação, segundo mostrou o 3º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM).

“As desigualdades de gênero e raça vêm diminuindo, mas permanecem altas, principalmente no mercado de trabalho e nas esferas de poder”, disse a coordenadora-presidente do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Kim Bolduc, à Agência Brasil.

Os dados utilizados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2005.

Disparidades

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Ainda de acordo com o relatório, as mulheres predominam em todos os níveis de escolaridade, sendo que, quanto mais avançada a escala de formação, maior a proporção de mulheres entre os estudantes.

No último nível analisado, o superior, a diferença se torna mais visível e o número de mulheres fica 30,8% maior do que o de homens. Mas este avanço na formação técnica não garante uma vaga no mercado de trabalho.

Em 2005, enquanto 74,3% dos homens acima de 10 anos estavam empregados, a proporção de mulheres era de 52,9%. O relatório ainda mostra que, em 2005, mais da metade delas não tinha carteira de trabalho assinada.

Política

Num ranking organizado pelo Fórum Econômico Mundial em 2006, o Brasil aparecia no 67º lugar em participação feminina na política, dentre 115 países. Dos 513 deputados da Câmara, por exemplo, apenas 45 são mulheres, ou menos de 10%.