Mentores atuam como padrinhos na carreira dos profissionais

É fundamental que o mentor tenha ao menos 10 anos a mais de experiência profissional do que o tutorado e seja um bom ouvinte

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SÃO PAULO – No decorrer dos anos, quantas vezes você precisou de um conselho ou de um ombro amigo para escutar seus problemas? Mas será que familiares e conhecidos mais próximos são os mais indicados para discutir situações relacionadas àsua carreira ou vida profissional?

Eles podem até ajudar, mas não exercerão tão bem o papel de um mentor. Entretanto, não é qualquer profissional que pode ser este “tutor”. É o que explica a consultora de RH (Recursos Humanos) e coach Maria Bernadete Pupo.

Segundo a especialista, é fundamental que o mentor tenha ao menos 10 anos a mais de experiência profissional do que o tutorado, seja um bom ouvinte, saiba dar feedback e, principalmente, seja apaixonado pela sua profissão.

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“O mentor tem gosto pelo papel de tutor. Além disso, ele tem de ter bom relacionamento, tem de saber lidar com as pessoas”, diz.

Indicar caminho
A coach acrescenta que, no processo de mentoring, o mentor não diz o que o profissional deve fazer, mas, sim, compartilha experiência, tira dúvidas e desafia o profissional, para que assim o tutorado encontre a resposta que precisa.

“É diferente de treinamento. Ele mostra o caminho que a pessoa deve seguir, as opções que ela tem. Desta maneira, o próprio profissional escolhe o que vai fazer ou apenas escuta e não decide por nenhuma das sugestões. Isso ajuda no processo do desenvolvimento”.

Empresa
O mentor pode ser escolhido pelo próprio profissional informalmente ou pela empresa. Segundo a coordenadora de RH (Recursos Humanos) da Quality Training, Danielle Filizola, muitas empresas escolhem mentores internos dentro da organização para auxiliar os profissionais recém-contratados. Os escolhidos são referência na área em que atuam dentro da organização.

Neste caso, o mentor, além de ter as técnicas comportamentais consideradas ideais para a empresa, têm conhecimento técnico, auxiliando assim no desenvolvimento do trabalho dentro da organização.

“Quem está chegando deve ter simpatia pelo mentor. Ele é a referência dentro da empresa, por isso, tem de saber transmitir seus conhecimentos de forma didática”, acrescenta.

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A especialista explica que ter um processo de mentoring é positivo tanto para a empresa como para o mentorado e mentor.

No primeiro caso, o empregador mostra que se preocupa com o profissional, o que gera valorização e, como consequência, retenção profissional. Já para o profissional escolhido como mentor, é positivo porque ele é reconhecido como referência, enquanto que o tutorado tem alguém que pode acrescentar muito em sua carreira.