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Medo e insegurança podem travar sua carreira, veja como reverter isso

O que determina medos e inseguranças são as crenças equivocadas. "As crenças podem ser limitantes", diz coach

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SÃO PAULO – “Sem dúvida alguma, o medo e a insegurança podem travar a carreira de alguém. Medo de assumir responsabilidades, de mudar de empresa e de ter que enfrentar novos desafios, de perder o emprego e até medo do que irá fazer após a aposentadoria”, explica o coach da Sociedade Brasileira de Coaching, Maurício Cruz Sampaio.

O que determina os medos e as inseguranças são as crenças equivocadas. “As crenças podem ser limitantes, um problema muito sério. Imagine se alguém passar anos se recusando a assumir um cargo de liderança porque acredita que, se fizer isso, não terá mais tempo para a família e os amigos. Com medo, ninguém consegue nada”.

Decisão é sinônimo de perda

Com relação ao medo de mudar de empresa, perde-se muito com ele. Por exemplo, é deixada para trás a possibilidade de ganhar mais, de aprender e de crescer.

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“Toda vez que alguém sai da zona de conforto, está tomando uma decisão. Decisão, no latim, significa perda. Toda decisão implica algum tipo de perda, na vida pessoal e na profissional. Se você decidir emagrecer, comerá menos doces. É uma perda. Se decidir crescer na carreira, irá trabalhar mais. Mas, antes de tomar qualquer decisão, é preciso ter consciência das reais perdas, sem se basear nas crenças”.

Como transpor crenças

Às vezes, as crenças têm como base traumas vividos anteriormente. Por exemplo, se alguém passou por uma demissão traumática no passado, pode passar o resto da vida com medo de ser demitido. Mas não é bem assim. Por isso, investigue se, de fato, o risco de ser demitido é tão alto. É provável que se trate de uma percepção equivocada.

Para cada medo, existe uma técnica de superação. Para o receio de falar em público, o recomendável é fazer cursos e treinar muito. “Comece fazendo apresentações para uma ou duas pessoas, não importa se são seus amigos ou familiares. Depois, pratique com três pessoas. Depois, com quatro. Se sentiu bem? Tente com dez. Uma hora, você certamente estará falando sem problemas para 200 pessoas”, recomenda Sampaio.

“O ponto central é: saia da zona de conforto, que não traz benefício algum, e enfrente suas inseguranças. Para tanto, invista no autoconhecimento. Tente responder: quem sou eu? As pessoas, geralmente, têm dificuldade de responder essa pergunta, porque têm uma tendência de olhar para os outros mais do que para si próprio. Elas pensam: ele conseguiu chegar ao cargo de diretor, mas eu nunca vou conseguir. Mas a verdade é que todo mundo tem condições”, conclui o coach.