MEC reprova 39 programas de pós-graduação; veja dicas para escolha do curso

Análise fez com que 1,7% dos cursos fosse descredenciado; antes da escolha, é preciso analisar requisitos legais do MEC

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SÃO PAULO – Depois de terminada a faculdade, é momento de partir para uma pós-graduação. O interessado, por sua vez, deve prestar bastante atenção aos cursos oferecidos, para que não perca dinheiro e tempo com algo de pouca qualidade ou, pior, acabe fazendo um curso não reconhecido pelo MEC (Ministério da Educação), o que significa que não tem validade.

Avaliação trienal realizada pelo MEC reprovou 39 programas oferecidos, dentre 2.257 analisados. De acordo com os dados, os programas de pós-graduação englobam cursos de mestrado e de doutorado. Os descredenciados pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) não podem mais receber matrículas.

“Os alunos que estão cursando mestrado ou doutorado nesses programas terão seus diplomas validados, mas se a instituição admitir novos estudantes, eles não terão seus diplomas reconhecidos”, disse o diretor da Capes, Renato Janine. A avaliação foi feita por 700 especialistas.

Avaliação

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A análise leva em consideração quesitos como publicação de artigos científicos escritos por alunos e professores, requerimento de patentes e impactos do curso no setor produtivo. “O mérito da avaliação é fazer com que as instituições se esforcem para atender os requisitos da Capes. Assim, a qualidade dos cursos melhora”, disse Janine.

A proporção dos cursos descredenciados caiu em três anos. Em 2004, 2% dos programas analisados foram reprovados, ou seja, 36 entre 1.819. Neste ano, foi 1,7%. A avaliação foi realizada por 45 comissões de área e pelo Conselho Técnico Científico (CTC). Diante do resultado negativo, fica a dúvida de como escolher um bom curso de pós-graduação latu senso.

Antes de tudo, é preciso verificar se o curso está autorizado pelo MEC, que estabelece os seguintes requisitos para certificação:

  • Corpo docente constituído por professores especialistas ou de reconhecida capacidade técnico-profissional, sendo que 50%, pelo menos, deverão apresentar titulação de mestre ou doutor;
  • Duração mínima de 360 horas, não computado tempo de estudo em grupo ou individual;
  • Exigir trabalho ou monografia ao final do curso;
  • Nos cursos presenciais, é obrigatório 75% de freqüência. Já nos cursos à distância, as provas e defesas de teses e trabalhos de conclusão de curso deverão ser presenciais;

Para ter certeza da qualidade do curso, peça indicação de algum amigo e participe de algumas aulas. Converse e analise o currículo dos professores. Não se renda ao preço baixo!