Manter a postura corporal pode ser o segredo em entrevistas demissionais

Segundo consultor, ao tomar esse cuidado, o profissional começa a arrumar a mente, encontrando o equilíbrio entre razão e emoção

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SÃO PAULO – Para enfrentar a entrevista demissional, o segredo pode estar em uma postura corporal adequada. “Uma dica para os profissionais agitados é arrumar o corpo na hora da entrevista. A pessoa precisa sentar da forma mais ereta possível, sem cruzar as pernas, pois estudos comprovam que, ao tomar esse cuidado, a pessoa começa a arrumar a sua mente”, destaca o consultor do IDORT, Antônio de Jesus Limão.

Ao tomar esse cuidado, o profissional pode conseguir ter um controle emocional, sabendo separar a razão da emoção. A consultora Eunice Mendes diz que ter domínio sobre o corpo ajuda a conquistar mais segurança nas situações em que o profissional está no centro das atenções.

“Busque harmonia entre os gestos e as palavras, entre a linguagem corporal e a oral, pois, desse conjunto, depende uma comunicação clara e precisa. O não-verbal deve iluminar o conteúdo da mensagem e não ser uma sombra, que só fará diminuir o poder e a dimensão positiva das ideias”.

Quem organiza a entrevista?

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Segundo o consultor, geralmente, as entrevistas demissionais são organizadas pelo departamento de Recursos Humanos da empresa e não pelo gestor responsável por esse profissional, já que ele teve um envolvimento direto com a pessoa demitida.

Algumas organizações também possuem um programa de demissão bem definido, no qual o funcionário demitido recebe orientações. “Há empresas que verificam com o funcionário qual é o seu grau de dependência desse vínculo empregatício e o ajudam por meio de um programa de empregabilidade”, afirmou AJ Limão.

O que falar?

Antes de sair falando mal dos seus colegas de trabalho ou encontrando razões para justificar os erros cometidos, o consultor do IDORT alerta que é preciso focar nos fatos, e não nas pessoas.

“O segredo nesse momento é que o profissional responda apenas o que lhe foi perguntado, com o máximo de objetividade possível. Geralmente, a tendência é que o profissional fale tudo o que pensa”.

Além disso, A.J Limão ressalta que o profissional deve procurar não fechar as portas. “O mundo dá muitas voltas e o profissional pode encontrar esse gestor em outra empresa”.