Licença-maternidade: 56% das MPEs são favoráveis à ampliação de 6 meses

No universo feminino, a maioria (60%) é a favor da medida. Já entre os homens, o índice é de 52%

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SÃO PAULO – Um levantamento realizado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) apontou que 56% dos empresários das MPEs (Micro e Pequenas Empresas) são favoráveis à ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses e 10% afirmaram ser indiferentes.

Dos 56% favoráveis, 34% são plenamente a favor e 22% são parcialmente favoráveis. Do total de entrevistados, 49% são homens, 44% mulheres e 7% não responderam. No universo feminino, a maioria (60%) é a favor da medida. Já entre os homens, o índice é de 52%.

Opção por seis meses
Embora os empresários sejam favoráveis à ampliação da licença, ao serem questionados se optaram ou vão optar pela ampliação de seis meses, 66% afirmaram que não e 1% não respondeu. Por outro lado, 33% disseram que já optaram ou optarão pela licença para suas funcionárias.

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“Se levarmos em conta que dos 2.764 entrevistados, 33% afirmaram que já optaram ou optarão pela ampliação do prazo para a licença-maternidade, estima-se que, inicialmente, o benefício poderá alcançar cerca de 1,7 milhão de trabalhadoras”, explicou a gerente de Gestão Estratégica do Sebrae, Raissa Rossiter.

Impactos da medida
Em relação aos impactos que a ampliação da licença-maternidade pode trazer aos negócios, 54% declaram que a adoção da medida não prejudicará o faturamento da empresa. A maioria (57%) afirmou também que a opção por essa licença não implicará em redução de contratação de mão-de-obra feminina.

Além disso, 70% dos empresários acreditam que a licença ampliada melhorará a qualidade de vida de suas empregadas.

Sobre a pesquisa
O estudo foi realizado pelo Sebrae junto às empresas atendidas pela instituição nos estados e Distrito Federal. Não participaram da pesquisa empresários de Pernambuco, Piauí, Roraima e Tocantis. Das empresas ouvidas, 52% são do comércio, 30% do setor de serviços, 13% da indústria e 5% do agronegócio.