Intervalo na carreira é mal visto pelo mercado, mas é possível contornar situação!

Como isso pode acontecer? Segundo consultor, com a pessoa mostrando empenho e não apatia quanto à situação em que esteve

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SÃO PAULO – O nascimento de um filho, a mudança de estado, uma separação ou, até mesmo, o desemprego inesperado podem ser o estopim para um intervalo na carreira, que não é bem visto pelos empregadores. “O mercado é frio e calculista”, afirmou o diretor-executivo, consultor e pesquisador do Insadi (Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual), Dieter Kelber.

De acordo com ele, o mercado de trabalho acaba por descartar pessoas que não estão na ativa (com exceção daquelas que são muito especializadas), porque há muitas outras por aí. Na hora da análise de currículo, o que acontece é que os selecionadores já descartam aqueles que estão há muito tempo fora do mercado.

Sobre o intervalo, Kelber explica que, independentemente do motivo que levou a isso, sempre o profissional terá dificuldades para voltar ao mercado de trabalho, porque estará desatualizado.

Nem tudo é tão ruim

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Apesar desta visão pessimista, existe a possibilidade, e grande, de o empregador contratar alguém que está há muito tempo fora do mercado de trabalho. Como isso pode acontecer? Com a pessoa mostrando empenho e não apatia quanto à situação em que esteve.

“Reciclagem em primeiro lugar: deve estudar e fazer uma pesquisa de mercado. A pessoa tem que pensar da seguinte maneira: eu sou um produto, mas sou um produto velho. Tenho que ser um produto novo”, explicou o consultor.

Ele completou dizendo que, se para uma pessoa empregada já é interessante se manter atualizada, imagine para quem está na situação de intervalo na carreira! “A pessoa sai do sistema e perde muita informação”.

Fazer cursos, uma pós-graduação, antes de voltar ao mercado novamente, pode abrir portas: o selecionador vai ver que a pessoa não está trabalhando, mas que está na ativa. Além disso, é uma boa oportunidade para reconstruir o networking.

Quando o intervalo pode ser positivo

De acordo com Kelber, no caso de uma pessoa que larga a carreira e vai para fora do País para acompanhar o cônjuge, o que acontece normalmente com quem ganha menos ou tem uma vida profissional menos promissora no emprego em que está, o intervalo pode ser até mesmo visto de maneira positiva.

“Se for para fora do País, o mercado até acha interessante, porque a pessoa vai ter mais cultura. A pessoa vai vir com mais bagagem”. Caso ela tenha exercido alguma atividade, mesmo fora da área de atuação, será ainda mais valorizada.

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O consultor explicou que o mercado quer, na verdade, uma explicação plausível, quando questiona o profissional sobre o motivo do intervalo. Seja verdadeiro.

Pensar em mudar de área

Se, depois de se atualizar, você não conseguiu emprego na área de formação, é hora de pensar em abrir o leque de oportunidades. “As pessoas têm que ser mais multiculturais, não estar restrita à área de atuação, mas se abrir para outras relacionadas. O melhor é fazer isso empregado, mas também pode fazer desempregado. O problema é que a pessoa só tem essa preocupação quando acontece e passa a necessidade, ao invés de fazer antes”.