Indústria paulista retoma contratações em julho e tem melhor resultado do ano

Balanço da Fiesp revela alta de 0,81% no nível de emprego e geração de 16,8 mil postos de trabalho no período

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SÃO PAULO – A indústria paulista retomou o ritmo de contratações em julho, registrando expansão de 0,81% em seu nível de emprego e abrindo 16,871 mil novas vagas profissionais, segundo revela pesquisa divulgada nesta quinta-feira (18) pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

O resultado apurado em julho é o melhor deste ano e o segundo mais favorável para o mês desde 2000. Um mês antes, a indústria paulista havia registrado seu pior desempenho para o período dos últimos seis anos, com alta de apenas 0,28% no volume de admissões e incremento de 5,816 mil pessoas no contingente de mão-de-obra da categoria.

Apesar da recuperação observada em julho, o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini, diz que “os dados devem ser analisados de forma racional e não com muita euforia, pois não sabemos ainda se este crescimento representa um pequeno espasmo ou uma retomada de fôlego”.

Resultado acumulado e análise setorial

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A pesquisa da Fiesp revela que as admissões acumuladas em 2005 totalizam 72,805 mil vagas profissionais, representando aumento de 3,54% no nível de emprego da indústria paulista, em relação ao mesmo período de 2004. Já na somatória dos últimos 12 meses a evolução chega a 4,47%, com incremento de 91,435 mil trabalhadores no setor.

O crescimento do nível de emprego em julho decorre dos resultados positivos verificados em 24 sindicatos industriais do Estado de São Paulo. Em contrapartida, outras 17 entidades apresentaram saldo negativo, enquanto seis permaneceram estáveis no período.

Entre os segmentos analisados pela Fiesp, o ramo de congelados e supercongelados foi o que mais ampliou suas admissões, com evolução de 15,71% da força de trabalho. Na segunda colocação aparece a categoria de bebidas em geral, com alta de 4,61%.

Já no outro extremo da lista, o setor adubos e corretivos agrícolas figura como o que mais fechou postos de trabalho no sétimo mês do ano, com saldo negativo de 5,48%. Logo depois vem a indústria calçadista da cidade de Franca (-2,17%).