Indústria foi o setor que mais empregou executivos em 2011, diz pesquisa

Estudo da Right Management revela que 49% das vagas se concentraram no setor; área de serviços também se destacou

SÃO PAULO – O setor industrial se mostrou o maior empregador de executivos em 2011, concentrando 49% das oportunidades, segundo aponta um estudo da Right Management. Para se ter uma ideia, tal resultado superou em 5 p.p. o levantamento apresentado em 2010, que atingiu 44%.

De acordo com o estudo, a maioria das vagas apuradas foram impulsionadas por demandas do setor automotivo (14,6%), da construção civil (10,7%), de bens de consumo (9%) e do setor farmacêutico (7,4%). Contudo, vale lembrar que nem por isso tais oportunidades foram as únicas merecedores de destaque.

Serviços em evidência
Em termos de representatividade, o setor de serviços foi o que mais chamou a atenção, afinal, nem mesmo a desaceleração econômica que se manifestou no Brasil no fim de 2011 foi capaz de frear as contratações, permitindo que a mesma atingisse o mesmo nível de 2010: de 26%.

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Já em relação às áreas que mereceram destaque, a de TI foi a que alcançou maior representatividade, com 20,4% das contratações. Na sequência, se destacaram, ainda, os segmentos de serviços especializados (20%), de telecomunicações (13,6%) e os setores financeiros e comercial, estes últimos representando, respectivamente, 5% e 4% das contratações.

“O ano de 2010 foi mais ofertante, com uma economia mais aquecida e, portanto, com uma maior quantidade de vagas para os executivos do que em 2011. De qualquer forma podemos considerar que 2011 foi um ano positivo para as oportunidades”, informou a consultora da Right Management, Telma Guido.

Cargos em alta
Quanto aos cargos mais procurados em 2011, a Right Management revelou que os de média gerência foram os que concentraram as maiores oportunidades para executivos. Ao que parece, segundo o levantamento, a função concentrou 40,6% das oportunidades.

Na sequência, outras vagas se destacaram como as de média gerência e de especialistas de coordenação, que atingiram 14% em ambos os cargos. “Não é atípico o mercado ofertar uma maior quantidade de vagas um nível de coordenação ou alta gerência, por exemplo. É natural ter mais posições abertas do que em níveis de diretoria”, explica Telma.

Segundo ela, é mais difícil encontrar bons profissionais para cargos de alta gerência justamente pelas exigência do cargo. Como tal contratação exige mais cautela dos recrutadores, encontrar um número de vagas superior em tais níveis se torna mais comum no mercado.