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Índice de acidentes de trabalho cresceu 17,63% em 2004, segundo Sindiseg

Número de óbitos decorrentes das ocorrências cresceu 4,75% no mesmo ano; homens de 25 a 29 anos são os mais atingidos

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SÃO PAULO – Os dados não são nada animadores. Em apenas um ano, o número de acidentes de trabalho no Brasil cresceu 17,63%. A comparação se refere aos anos de 2003 e 2004. Em número absoluto, o total de acidentes chega a 458.956 ocorrências.

Os dados são da Previdência Social e foram analisados pelo Sindicato da Indústria de Material de Segurança (Sindiseg), em parceria com o Grupo Cipa e Agência Brasil de Segurança.

Quando a análise é feita com o objetivo de detectar qual o setor com o maior número de ocorrências, as indústrias aparecem como destaque. Foram 211.559 acidentes registrados no período analisado.

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De acordo com o presidente do Sindiseg e diretor do Grupo Cipa, José Roberto Sevieri, o fato é explicado pela falta de investimentos feitos na prevenção e segurança do trabalhador por parte de seus empregadores.

Homens são os mais atingidos

Ainda de acordo com o estudo, os trabalhadores na faixa de 25 a 29 anos são os mais atingidos. Eles somam 88.447 dos trabalhadores acidentados.

Deste total, 69.561 são homens e 18.902 são mulheres. A parte do corpo mais atingida nos acidentes são os dedos das mãos, em um total de 109.856.

Número do óbitos

A pesquisa mostra também outro dado alarmante: o número de óbitos decorrentes de acidentes no trabalho também cresceu.

Do total de acidentes registrados em 2004, 2.674 resultaram no óbito no trabalhador, alta de 4,75% em comparação ao ano anterior, ocasião em que foram registradas 2.674 ocorrências desta natureza.

Nesta mesma análise, a pesquisa revela que o Piauí é o estado com o maior número de óbitos: um para cada 36 acidentes. Na outra ponta aparece o Rio Grande do Sul, onde a incidência é de um óbito para cada 288 ocorrências.

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Em São Paulo, a cada 255 acidentes, um resulta no óbito do trabalhador.