IBGE: renda do trabalhador mantém recuperação em fevereiro

Apesar dos salários mais baixos, empregados sem carteira assinada tiveram o maior aumento: 8% em um ano

SÃO PAULO – O rendimento médio do trabalhador brasileiro voltou a subir no segundo mês do ano atingindo R$ 932,90, um aumento de 1,0 % frente aos R$ 919,80 verificados em janeiro. No confronto anual, em relação a fevereiro de 2004, a expansão foi de 2,6%.

Apesar do resultado positivo, o crescimento constatado na passagem do mês foi inferior àquele verificado na pesquisa anterior, quando a renda havia subido 2,2% de dezembro para janeiro.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quarta-feira, dia 23, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizada junto às seis principais regiões metropolitanas do País.

Paulistas têm o maior salário

Nas regiões pesquisadas pelo IBGE, apenas a região metropolitana do Rio de Janeiro sofreu queda na renda do trabalhador, de 1,1%. Por outro lado, houve recuperação em Recife (3,7%), Porto Alegre, (3,6%) e São Paulo (1,5%). Belo Horizonte e Salvador não sofreram alterações representativas.

Em relação a fevereiro do ano passado, a única queda coube à região metropolitana de Salvador (-3,6%). Já em Recife (7,6%), Belo Horizonte (3,9%), Rio de Janeiro (6,2%), São Paulo (1,4%) e Porto Alegre (3,0%) a renda do trabalhador foi elevada no período.

Apesar do aumento da renda em todas as análises da pesquisa, Recife ainda registra a menor renda entre as regiões pesquisadas: R$ 628,60. Já o maior rendimento, mais uma vez, coube a São Paulo, ficando em R$ 1.076,10. Nas demais regiões, a renda média ficou distribuída da seguinte forma: Salvador (R$ 689,00), Porto Alegre (R$ 932,70), Rio de Janeiro (R$ 883,50) e Belo Horizonte (R$ 819,20).

Informais registraram evolução salarial de 8% em um ano

Dentre as três categorias de posição na ocupação, a maior alta ficou com os trabalhadores sem carteira assinada do setor privado, que tiveram um rendimento 8,0% maior em comparação a fevereiro de 2004. Ainda assim, a remuneração média é a mais baixa entre as categorias: passou de R$ 569,64 para R$ 615,40.

Já o rendimento médio dos trabalhadores por conta própria mostrou elevação de 1,6% na comparação anual, avançando de R$ 718,01 em 2004 para R$ 729,60 em fevereiro de 2005.

Finalmente, os trabalhadores do setor privado com carteira assinada tiveram seu rendimento médio reduzido em 1,4%, chegando a R$ 946,50. Em fevereiro do ano passado, a renda estava em R$ 959,64.

Salários por ramos de atividade

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Ainda na análise da variação dos rendimentos no último ano, o maior salário entre os grupamentos de atividade foi notado em educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (R$ 1.312,40), grupo que registrou a maior alta nos últimos 12 meses: 4,9%. Na construção foi notada a única queda no rendimento em um ano (-1%), com os salários chegando a R$ 684,70 na média.