Folha de pagamento da indústria se mantém estável em agosto, revela IBGE

Apesar disso, a pesquisa mostrou crescimento de 9,6% no valor da folha de pagamento real da indústria frente a agosto de 2003

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SÃO PAULO – De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (PIMES), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (19), a massa salarial do trabalhador no mês de agosto, manteve-se estável em relação ao mês de julho. O resultado é praticamente idêntico ao registrado na passagem de junho para julho (-0,1%).

No que se refere aos demais indicadores, o valor da folha de pagamentos da indústria registrou, mais uma vez, resultados positivos: 9,6% em comparação com agosto de 2003, 9,1% no acumulado no ano, e 5,4% nos últimos doze meses.

Maior contribuição é de São Paulo e Minas Gerais

No confronto com agosto de 2003, as 14 regiões pesquisadas e 15 dos 18 setores analisados tiveram aumento na folha de pagamento da indústria brasileira. A maior contribuição positiva para a formação da taxa global veio novamente de São Paulo (10,3%), influenciada pela expansão do setor de máquinas e equipamentos (68,2%) e pelos meios de transporte (13,2%).

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Também contribuiu para a formação da taxa global o desempenho do estado de Minas Gerais, que além disso foi destaque também em termos de magnitude da taxa (14,4%). O desempenho foi impulsionado pelo aumento em metalurgia básica (22,4%), produtos de metal (41,5%) e produtos quimicos (42%).

Analisando os setores, as influências positivas mais importantes para o aumento da folha de pagamento em agosto último sobre igual período em 2003 foram novamente os setores de máquinas e equipamentos (41,6%), meios de transporte (14,%), alimentos e bebidas (7,5%) e produtos químicos (9,3%).

Por outro lado, as quatro atividades que representaram um impacto negativo no índice foram: produtos de metal (-7,0%), vestuário (-1,7%) e minerais não-metálicos (-1,4%).