Ficou desempregado? Veja o que fazer com todo o tempo livre

Especialista elabora uma lista de atividades para preencher o tempo do profissional recém-desempregado

SÃO PAULO – Você foi demitido ou pediu demissão. Não importa o motivo que fez com que deixasse o emprego, o fato é que, a partir de agora, terá bastante tempo livre até encontrar uma recolocação. Mais do que mandar currículo, esse tempo pode ser aproveitado de formas bastante úteis.

Pensando nisso, a equipe InfoMoney contou com a ajuda da professora do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Adriana Gomes, para elaborar uma lista de atividades que o recém-desempregado pode fazer para preencher seu tempo.

Cuide do networking – ter uma boa rede de relacionamento é importante para qualquer profissional em qualquer posição. Cuidar dela, porém, não é tão fácil, quando estamos na correria do dia a dia. Quase nunca sobra tempo para tomar um café com o antigo chefe, para se reunir com sua ex-equipe de trabalho e mesmo com os colegas de algum curso que tenha realizado ao longo da carreira.

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O tempo que o profissional tem quando está desempregado pode ser muito bem investido, ao retomar o contato com essas pessoas. Mas Adriana alerta que não se deve reativar sua rede de contatos só para sondar uma nova oportunidade. As pessoas vão ficar sabendo, inevitavelmente, que você está desempregado. É importante evitar deixar claro que você só esta retomando o contato porque busca uma nova posição.

Use seu tempo para saber como as pessoas estão, bata um bom papo e saia para tomar um café com aquelas pessoas que foram importantes ao longo da sua trajetória profissional e mesmo da sua vida. Se uma oportunidade surgir, será um lucro.

Cursos de atualização – se você não está trabalhando, terá um bom tempo para investir em cursos. A especialista aconselha os profissionais a buscarem cursos de especialização, sobretudo para desenvolver competências que faltam para ter um desempenho melhor na profissão. Se ainda não é bom em inglês, faça um curso; se sente que tem problemas de gestão, procure um bom treinamento.

Os benefícios dessa estratégia são inúmeros. O profissional se desenvolve, usa seu tempo livre com algo útil e ainda tem a oportunidade de conhecer novos profissionais que, quem sabe, poderão ajudar na recolocação.

Evite o “efeito sofá” – um dos maiores problemas de se estar desempregado é o efeito psicológico que pode destruir os profissionais. A questão é que ficar deprimido, não sair da frente da TV e evitar seus contatos são atitudes que não vão ajudá-lo em nada. O profissional tem de enfrentar o problema e não se deixar abalar por uma etapa complicada em sua vida.

Mais do que mandar currículos, entrar em contato com antigos colegas de trabalho e fazer cursos, a pessoa que se encontra desempregada deve ter uma rotina. Adriana aconselha a não deixar de acordar cedo, de ter atividades, de se informar e fazer tudo que sempre fez.

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Cuide da saúde – o momento de desemprego também possibilita dar uma boa atualização na sua saúde. Faça, portanto, todos os exames que você adiou, por conta do trabalho. Adriana ainda explica que o desemprego normalmente gera um sentimento de depressão nos profissionais, o que pode debilitar a imunidade e trazer doenças. Cuidar da saúde será importante nesse momento.

Faça muitas entrevistas – por fim, você pode utilizar produtivamente o tempo que dispõe quando não está empregado fazendo várias entrevistas de emprego. A especialista aconselha que o profissional participe de processos seletivos, mesmo que não esteja tão interessado na vaga.

Assim, acaba ganhando mais prática em fazer entrevistas. Você aprende a se expressar melhor e a negociar questões salariais, por exemplo. Mas vale uma ressalva: não se deve fazer mais do que duas entrevistas ao dia. Por mais que esse encontro não dure tanto tempo, para que seja bem aproveitado, o profissional precisa se preparar e fazer ainda uma análise do seu desempenho.

Antes de ir a uma entrevista, é preciso estudar a empresa, o que deve tomar algum tempo. Depois, ele precisa observar como se saiu, o que poderia ter feito diferente e melhor. Só assim acontece o processo de aprendizado.