Experiência internacional: 84% dos profissionais desejam vaga no exterior

Pesquisa aponta que, de 308 entrevistados, maioria gostaria de trabalhar fora do País; desses, 27% preferem a Europa

SÃO PAULO – Apesar de a crise financeira mundial não ter afetado de forma tão intensa o mercado de trabalho brasileiro, grande parte do profissionais gostaria de encontrar um posição fora do País.

De acordo com pesquisa feita pela Trabalhando.com, com 308 profissionais, 84% deles responderam que desejam trabalhar em alguma outra nação. Dos profissionais que desejam uma vaga lá fora, 14% têm preferência por algum país na América Latina.

Um volume maior, porém, prefere a Europa: são 27%. A mesma pesquisa revelou que 43% dos que gostariam de uma posição no exterior não se importariam com o destino. Além disso, de todos os profissionais entrevistados, apenas 16% afirmaram que não têm intenção de buscar uma vaga lá fora.

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Experiências profissionais podem ser muito ricas para a vida e para o currículo. Mas, quanto o assunto é um trabalho internacional, há ainda mais elementos a se aproveitar. “Trabalhar em outro país é uma excelente maneira de aprender e conviver com outra cultura, além de ser a forma mais eficiente de se aperfeiçoar em outro idioma”, avalia o diretor-geral da Trabalhando.com Brasil, Renato Grinberg.

Apesar dos atrativos, uma oportunidade no exterior não deve ser aceita sem nenhum critério. De acordo com Grinberg, o profissional deve buscar o melhor momento de sua carreira para fazer tal investida e não se deixar levar pelo encantamento e possível grandeza de um emprego fora do País.

“É necessário levar em consideração o que ele espera para sua carreira, se essa oportunidade internacional é realmente relevante para seus objetivos e se, de fato, terá o que agregar em termos de experiência e formação profissional”, pondera Grinberg.

Quais elementos considerar em uma proposta de trabalho no exterior? Grinberg dá algumas dicas:

1. Situação econômica do país – vale avaliar por qual momento financeiro o país está passando. Na Espanha, por exemplo, o índice de desempregado está em 22,6%. Pode não ser uma boa ideia se mudar para um país que não está conseguindo empregar seus habitantes;

2. Saúde financeira da empresa – faça uma pesquisa minuciosa sobre a empresa e verifique como está sua “saúde financeira”. Se mudar de país e a empresa decretar falência ou estiver no meio de um processo judiciário grave, pode ser um grande risco para você;

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3. Direitos e deveres – avalie cuidadosamente todos os direitos e deveres que estão sendo propostos a você. As leis trabalhistas de outros países podem ser muito diferentes das brasileiras;

4. Salário (custo/benefício) – é preciso checar se o salário é compatível ao necessário para viver bem no outro país; muitas vezes, quando se converte o valor para a moeda brasileira, a quantia parece alta, mas, dependendo do país em que você terá de se instalar, pode não ser suficiente.