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Executivos: o que esperar do mercado de trabalho em 2009?

Três desafios se apresentarão no próximo ano: controle emocional, foco na produtividade e melhora da forma de liderar

SÃO PAULO – Com a chegada de um novo ano, de um novo ciclo, surgem diversas dúvidas. Como ele será? Quais os desafios aparecerão? O que haverá de bom? E de ruim? Na vida profissional, não poderia ser diferente, inclusive para os executivos.

“Em 2009, a maior parte das contratações vão ser de substituição, e não de abertura de novas vagas”, afirmou o diretor geral da Robert Half, Ricardo Bevilacqua. O motivo para isso é claramente a crise financeira internacional.

Por isso, algumas habilidades devem ser buscadas em 2009 pelos executivos. A primeira delas é a flexibilidade. “Tem que trabalhar a capacidade de ver tudo o que está acontecendo no mercado”. A dica é válida porque, diante da crise, qualquer detalhe que muda no cenário internacional pode fazer com que um projeto vá por água abaixo.

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Outra habilidade que deve ser desenvolvida, de acordo com o diretor geral, é a capacidade de lidar com pessoas de outras culturas, algo que é válido não somente para um ano novo com crise, mas para a vida profissional. “Num possível período sabático forçado, a demissão, é interessante viajar para ampliar os horizontes”.

Desafios

Bevilacqua aposta duas áreas que devem liderar as contratações em 2009, mesmo com um cenário de desafios, sendo a primeira delas a financeira, mas dentro de empresas. Controladores, contadores e pessoas para atuar com questões fiscais serão bastante requisitados.

“Quando pensamos na área financeira em 2008, muitas empresas perderam dinheiro, e agora estão buscando trabalhar a rentabilidade, sem arriscar o dinheiro em caixa. Por isso, os profissionais serão importantes”.

Outra área que requisitará muitos profissionais será a de RH (recursos humanos), em que a demanda por parte das empresas será estratégica. “Muitas empresas começaram a demitir. Então, no médio prazo, vão contratar”, explicou o diretor geral, sobre o momento em que o RH é fundamental. Estes profissionais deverão ter habilidades para atrair e reter talentos. “Pelo que a gente está vendo, essas áreas são as que vão demandar mais”.

A área de engenharia também é promissora em 2009, de acordo com Bevilacqua, dependendo de quanto o governo irá investir em infra-estrutura. Na contramão, anda o mercado financeiro, principalmente no caso de profissionais que atuam em bancos de investimento, que foram os mais expostos à crise financeira global.

Diante de tudo isso, ficam três desafios para os executivos em 2009, sendo que um diz respeito à sua vida profissional, outro à empresa e um terceiro, ao comportamento com os demais:

  • Controle emocional: muitos vão perceber que, mesmo estando num cargo de liderança, não conseguem controlar a própria carreira. Empresas tidas como sólidas irão demitir, porque tiveram que mudar suas estratégias com a crise. Uma pessoa que considerava há seis meses seu emprego seguro, hoje pode estar prestes a ser dispensada.
  • Pensamento em produtividade: o executivo que, até setembro, pensava apenas em expansão de negócios, a partir de 2009 precisará focar em produtividade. Necessita criar uma estrutura em que diminua a “gordura”, para ganhar mais velocidade e rentabilidade. “Os executivos procuravam muito crescer, mas não melhorando os processos”.
  • Capacidade de liderar as pessoas: como o caminho é de muitas incertezas, cabe ao executivo fazer com que as pessoas acreditem nele e na empresa.