Executivo brasileiro é um dos preferidos no mundo todo; confira o motivo!

Rica experiência gerada com as transformações econômicas sofridas pelo país, com os vários planos monetários, é ponto forte

SÃO PAULO – O número de transferências internacionais de executivos cresceu 44% entre os anos de 2005 e 2006. Acompanhando essa tendência mundial, o Brasil surge como importante pólo de expatriação de executivos de alto escalão, de acordo com a última pesquisa divulgada pela Mercer Human Resource Consulting.

Na opinião do diretor da empresa especializada em full relocation, Alexpress Global Logistics Relocation, Alexander Posdnyakov, as organizações valorizam o profissional brasileiro porque ele reúne um grupo de características que o coloca em vantagem na hora de encarar os desafios provenientes desse tipo de experiência internacional.

“O brasileiro tem como características ser receptivo a novas culturas e ter facilidade de adaptação, provenientes da diversidade cultural do país. Esses traços passaram a ser mais valorizados quando as empresas constataram que o maior agente dos altos índices de desistências nos contratos dos expatriados era a dificuldade de adaptação à nova realidade após a relocação”, afirma Alexander.

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“A família é o principal fator do processo de adaptação e, por isso, os serviços de relocação devem considerar filhos, cônjuges e até animais de estimação”, acrescenta o diretor.

Quanto custa um executivo brasileiro

O custo de um profissional expatriado é de mais de US$ 1 milhão por ano nos níveis de gerência. Os valores podem ser ainda mais exorbitantes quando falamos de executivos do alto escalão.

Em todos os níveis hierárquicos, as despesas com um expatriado são estimadas em mais de três vezes do gasto com um profissional local. Esse alto investimento no fator humano reafirma a necessidade de sucesso do processo.

“Destaco ainda que a grande vantagem do profissional brasileiro seja a rica experiência gerada com as numerosas transformações econômicas sofridas pelo País. Os diversos planos monetários e as crises econômicas presenciados por nossos executivos asseguram grande capacidade para administrar crises e uma visão mais ampla das possibilidades futuras”, conclui.