Executivo ambiental: confira os desafios para a carreira

Ser um executivo ambiental não é fácil: são necessários muito estudo da legislação brasileira e muito cuidado ao tratar da imagem da empresa

SÃO PAULO – A profissão é tida como promissora, mas, como qualquer outra, também enfrenta seus desafios. Ser um executivo de meio ambiente não é fácil: é preciso muito estudo da legislação e muito cuidado ao tratar da imagem de uma empresa.

O sócio da ARC Executive Talent Recruiting, Francisco Ramirez, aponta três importantes desafios desses profissionais. O primeiro deles é tirar a imagem do mundo que o Brasil é um País que agride o meio ambiente. “As empresas não podem ser vistas como agressoras ao meio ambiente”, explicou Ramirez.

Se assim for vista, as companhias passam a perder consumidores e investidores, uma vez que a sustentabilidade é um tema que vem ganhando cada vez mais importância. De acordo com Ramirez, os compradores mundiais aceitam até mesmo pagar mais caro por produtos ecologicamente corretos e a empresa que não mostra seguir essa política perde financeiramente. Cabe ao executivo ambiental disseminar essa imagem da empresa.

A legislação

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As regras ambientais no Brasil são extremamente específicas. Além disso, existem as legislações federal, estadual e municipal.

“Esse profissional precisa entender a legislação nesses três níveis. É um assunto que os governos procuram acompanhar, para não serem acusados de depreciação do meio ambiente. Esse é um belo desafio”. De acordo com Ramirez, a questão da legislação é muito importante, mesmo porque o governo nem sempre tem flexibilidade e paciência, o que pode trazer problemas para a empresa.

Mudanças

Além de prestar atenção à legislação, o executivo ambiental precisa acompanhar as mudanças que acontecem nela, o que pode comprometer novos projetos, para os quais estão sendo destinados muito tempo e dinheiro. Uma falha ambiental pode levar todo processo por água abaixo.

“Essa pessoa tem de trabalhar estratégias para prever mudanças no marco regulatório da sua área de atuação. Ele tem de acompanhar e se antecipar às mudanças”, finalizou.