Estresse atinge três em quatro profissionais; senso de urgência leva à situação!

Em pesquisa, profissionais disseram sentir falta de autonomia e insegurança quanto ao futuro

SÃO PAULO – Pesquisa realizada pela UGT (União Geral dos Trabalhadores) revela que três em cada quatro profissionais têm problemas de saúde por conta do estresse. O estudo analisou quatro mil postos de trabalho em diferentes áreas.

Dentre as doenças resultantes do estresse, as mais comuns identificadas pelo estudo do Observatório de Riscos Psicossociais da UGT foram dor no pescoço e na cabeça, irritabilidade, sensação de angústia, insônia, falta de concentração e dificuldades da visão.

Tudo isso é resultante das relações que se formaram no ambiente de trabalho para realização das atividades: entre os profissionais contatados, muitos sentem falta de autonomia, insegurança quanto ao futuro e às condições de trabalho, bem como sofrem com a indefinição sobre as tarefas a serem desenvolvidas. Enfim, há instabilidade emocional.

A cabeça e o corpo

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De acordo com o especialista em produtividade pessoal e empresarial Christian Barbosa, o que acontece é que as pessoas chegam a um ponto no trabalho que começam a pensar que tudo é urgente, sendo que não têm tempo suficiente para fazer tudo ao mesmo tempo.

“A conseqüência disso é o estresse gerado e a angústia, que podem prejudicar a saúde do indivíduo”. Se esta pessoa for o líder, a situação fica ainda mais complicada.

“A verdade é que esses profissionais sem tempo para si estão gerando equipes focadas na urgência. A conseqüência disso, claro, é uma equipe estressada e sem tempo para nada, e que não contribui para bons resultados na empresa”, concluiu o especialista.

Relações no trabalho

A pesquisa da UGT revelou que o estresse é decorrente de diversos problemas de relacionamento no trabalho. Abaixo estão as respostas para o motivo dos profissionais terem se licenciado com depressão:

  • 35% viram-se submetidos a intimidações e ameaças;
  • 32% foram alvos de perseguição moral;
  • 26% passaram por algum tipo de violência verbal;
  • 23% sofreram agressões físicas.