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Ensino técnico: 72% dos estudantes formados têm emprego no Brasil

Pesquisa divulgada pelo MEC revela ainda que a maioria recebe entre um e três salários mínimos

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SÃO PAULO – O índice de empregabilidade dos estudantes que fizeram cursos em escola técnica
do País é de 72%. Entre os 2.657 ex- alunos entrevistados 38% revelaram que estão trabalhando e estudando. Já 34% informaram que estão trabalhando; outros 22% só estudam e apenas 7% declararam que não trabalham nem estudam.

Estes dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Egressos dos Cursos Técnicos da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (2003-2007) realizada em 153 instituições deste tipo de ensino espelhadas por todo o País, por meio de questionários. A pesquisa foi divulgada pelo MEC (Ministério da Educação).

Segundo dados da Agência Brasil de Notícias, o secretário de educação profissional do MEC, Eliezer Pacheco, os resultados desta pesquisa não surpreendem, porque há grande demanda de mão-de-obra especializada no País.

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“Eu arriscaria dizer que não há técnico de nível médio desempregado no País, há os que optaram por outras atividades. No Brasil, ainda predomina a cultura do “bacheralista” com a supervalorização do ensino superior em detrimento à formação profissional. Isso tem a ver com a nossa história das relações de trabalho. Em países desenvolvidos não há nenhuma vergonha em ser operário. Mas aqui muita gente ainda prefere ser um doutor desempregado do que um técnico”.

Trabalho

O levantamento também constatou que 49% dos entrevistados trabalham na área em que se formaram durante o curso Técnico. Já 22% disseram que trabalham de forma parcial na sua área de formação e 29% relataram que não exercem atividades relacionadas ao seu conhecimento técnico.

Os homens levam vantagem em relação às mulheres quanto ao emprego na sua área de formação técnica, uma vez que 71% deles declaram que atuam na área e 51% das mulheres relataram o mesmo aspecto.

“Os empregadores ainda acham que existem trabalho de homem e trabalho de mulher. Na área técnica isso ainda é mais forte”, revelou Pacheco.

Salário e satisfação

Em relação ao salário 25% dos entrevistados disseram que recebem de um a dois salários mínimos; 18% ganham entre dois e três salários mínimos; 17% declararam que não têm rendimento; 14% recebem até um salário; 11% ganham entre três e quatro salários; 8% tem renda maior do que cinco salários mínimos; 7% recebem de quatro a cinco salários mínimos e 1% não opinaram.

Quanto à jornada de trabalho, 60% dos entrevistados formados em cursos técnicos trabalham de 40 a 44 horas semanais. Além disso, 59% dos entrevistados têm a carteira de trabalho assinada. Há casos de profissionais que têm o próprio negócio e de outros que são estagiários ou estão contratados temporariamente.

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A pesquisa constatou que 60% estão satisfeitos com a área profissional que fizeram o curso técnico. Já 22% disseram que estão muito satisfeitos. Outros 10% são indiferentes e apenas 8% relataram que não estão satisfeitos ou muito insatisfeitos.

A satisfação não é só com a área técnica mas também com o aprendizado do curso, no qual 67% dos entrevistados classificaram o aprendizado do curso técnico como muito alto ou alto.