Empresas estão divididas sobre a adoção do sistema de férias coletivas

Cerca de 55% disseram que não vão adotar o sistema, enquanto 45% permanecerão com as portas fechadas por alguns dias

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SÃO PAULO – Com a aproximação das festas de final de ano, como Natal e Ano Novo, muitas empresas passam a discutir sobre a possibilidade de dispensar alguns de seus funcionários para que possam viajar, ou ainda, fechar a empresa por alguns dias dando férias coletivas para todos.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Boucinhas & Campos Consultores, as empresas estão divididas quanto à adoção das férias coletivas, de forma que cerca de 55% disseram que não vão adotar o sistema, enquanto 45% permanecerão com as portas fechadas por alguns dias.

Empresários seguem calendário de clientes

Foram entrevistados 232 empresários de diversos setores, como indústria (70%), serviços (16%) e comércio (14%). O faturamento destas empresas oscila entre US$ 10 milhões e mais de US$ 200 milhões. Já com relação ao número de funcionários, 20% das empresas entrevistas apresentam um quadro com até 100 funcionários; 39%, entre 101 e 500; 17%, de 501 a 1000; 12%, entre 1001 e 2000; e, finalmente 12% mantém mais de 2000 trabalhadores empregados.

Para as empresas que não deverão adotar o sistema de férias coletivas neste fim de ano, os motivos alegados para a decisão variam bastante. Segundo o levantamento da consultoria, os principais motivos são a falta de costume (39%), maior ritmo de produção nesta época do ano (30%) e o fato que de que as empresas clientes e/ou parceiras trabalham normalmente neste período.

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Em relação às empresas que optaram pelas férias coletivas, a intenção foi a de fazer coincidir o período de folga com o período de férias dos clientes e/ou parceiros (30%). O aproveitamento dos feriados no período (25%), o costume em adotar o sistema anualmente (25%) e queda da produção (20%) também foram motivos que levaram estas empresas a fecharem suas portas neste fim de ano.