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Empregos formais cresceram 5,09% em 2005, segundo Caged

A geração de vagas atingiu 1,253 milhão de postos em 2005; para 2006, a expectativa é de que o número chegue a 1,5 milhão

SÃO PAULO – A geração de empregos formais no País atingiu 1,253 milhão de vagas em 2005, um crescimento de 5,09% frente ao ano anterior. Para 2006, a expectativa é de que este total chegue a 1,5 milhão.

Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e foram divulgados nesta quarta-feira (18) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. “O Brasil vai retomar o processo de crescimento e os índices de emprego devem chegar aos alcançados em 2004”, afirmou.

Serviços se destacou no ano

O setor de Serviços ficou com o destaque em abertura de vagas em 2005: mais 569,7 mil postos de trabalho (5,87%). Um ano antes, o número havia sido de 470,1 mil. Em seguida está o Comércio, cujas vagas criadas chegaram a 389,8 mil (6,98%); a Indústria de Transformação, com mais 177,5 mil assalariados formais (3,01%); e Construção Civil, que abriu 85,1 vagas (8,44%). O único setor a cortar vagas foi o Agropecuário, com a redução de 12,9 mil vagas (-1%).

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Em termos geográficos, a pesquisa revelou um dado inédito: a Região Nordeste (197 mil vagas) está em segundo lugar na geração de empregos, atrás do Sudeste (790,1 mil vagas), e pela primeira vez à frente da região Sul em períodos mais recentes.

São Paulo (472,9 mil), acompanhado por Minas Gerais (155,4 mil vagas), Rio de Janeiro (121,1 mil postos), Paraná (72,4 mil empregos) e Bahia (63,9 mil vagas), surge com destaque na geração de vagas com carteira de trabalho assinada em 2005.

Por conta do baixo desempenho das atividades agropecuárias, foram gerados mais empregos nas cidades do que nas regiões interioranas. De acordo com a pesquisa, as nove principais regiões metropolitanas foram responsáveis, em 2005, pela geração de 569,7 mil empregos celetistas, um aumento de 5,58% em um ano. Por outro lado, no interior foram criados 431,2 mil postos ou 4,69% vagas a mais.

Mercado de trabalho em dezembro

No que se refere ao desempenho do mercado formal de trabalho em dezembro, os dados do Caged mostram um decréscimo no número de empregos com carteira assinada, em comparação a novembro: -286,7 mil vagas (-1,10%), sobretudo pelo desempenho da agropecuária (entressafra), serviços (término do ciclo escolar) e indústria (redução da demanda industrial).

Já o Comércio não teve muito do que reclamar, uma vez que houve aumento de 0,23% no nível de emprego, contabilizando 13,9 mil novos postos de trabalho. O resultado positivo se estende aos serviços industriais de utilidade pública, com a abertura de 851 vagas (0,27%).

Por regiões, houve retração do emprego em todo o País, com destaque para o Sudeste (- 172,1 mil empregos) e Sul (-50,7 mil empregos). A Grande São Paulo, por sua vez, eliminou 13,9 mil postos (-0,31%), enquanto no interior dos estados aos quais pertencem as regiões metropolitanas, o saldo foi negativo em 184,5 mil postos de trabalho (-1,88%).