De trabalho em trabalho: veja o lado negativo de usar um emprego como trampolim

Permanecer pouco tempo em um emprego, buscando um melhor, pode prejudicar imagem do profissional no mercado

SÃO PAULO – Aceitar um emprego que não é o dos seus sonhos, para continuar buscando uma vaga melhor e poder garantir um rendimento, pode ser uma boa solução para alguns profissionais, principalmente para aqueles que estão desempregados ou no começo da carreira. Porém, a prática do trampolim também pode ter seus efeitos negativos e, por isso, é preciso ter cuidado.

“Essa prática tem de ser a exceção e não a regra, porque o profissional pode se queimar no mercado de trabalho”, afirma a coordenadora de RH da Catho On-line, Daniela Fernandes de Alvarenga.

Ela lembra que, para a empresa, a saída de um funcionário recém-contratado é ruim, pois tempo e dinheiro foram investidos para contratá-lo e treiná-lo e, no fim, ele permanece pouco tempo na equipe.

Assumindo compromissos

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Daniela lembra que é comum uma pessoa desempregada ou recém-formada enviar currículos a diversas empresas. “Em muitos casos, uma companhia só entra em contato quando a pessoa já está empregada. Se a proposta é melhor, ela tem de recusar assim mesmo? Tem de pensar e analisar a situação”, diz.

Ela lembra do caso em que o profissional tenha sido contratado para desenvolver um projeto. “Sair no meio do caminho é muito chato. Pode prejudicar a imagem perante os chefes e colegas”, explica.

Mas, mesmo que não haja um projeto em andamento ou que o profissional não use a prática do trampolim constantemente, Daniela considera fundamental explicar aos colegas e ao chefe o motivo por ter dito sim à nova proposta, o porquê de ser irrecusável. Essa atitude pode inclusive evitar que outros funcionários fiquem bravos com a saída.