Curso de idiomas: o que considerar antes da matrícula

Além de bons professores, escola precisa oferecer pedagogia que se encaixe no perfil do aluno; resultados dependem da participação do aluno

SÃO PAULO – Na hora de procurar emprego, dominar línguas estrangeiras deixou de ser um diferencial. Os melhores salários estão reservados àqueles que falam pelo menos dois idiomas. Além do mercado de trabalho, falar inglês e espanhol ajuda durante a faculdade, já que muitos textos não foram traduzidos para o português. Por isso, tornou-se pré-requisito para o crescimento pessoal e profissional.

Se você não domina nenhum outro idioma, saiba que nunca é tarde para começar um curso de línguas e melhorar seu currículo. Mas, antes de se matricular num curso de idiomas, é preciso ter alguns cuidados para evitar desperdícios de tempo e dinheiro. Além de bons professores, é importante verificar se a escola oferece uma didática que se encaixe no seu perfil, e avaliar se sua agenda comportará espaços para as tarefas de casa e atividades extracurriculares.

Escolas

Existem cursos de idiomas espalhados em todo o País, com diversos preços e métodos de ensino. Alguns são tradicionais e estão no mercado há muitos anos. Outros são novos e possuem uma metodologia inovadora, ideal para alunos que não têm paciência em acompanhar aulas muito “certinhas”.

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Antes de fazer sua matrícula, o melhor é levar em conta seus objetivos e o que a escola oferece. Muitos cursos estão mais focados na parte gramatical e na preparação de estudantes para testes de proficiência, os famosos diplomas de língua estrangeira. Outras escolas, por sua vez, dão maior ênfase na comunicação oral e suas aulas são compostas basicamente de exercícios de conversação.

Algumas escolas cobram pouco e prometem ensinar inglês, por exemplo, em poucas semanas. Neste caso, todo cuidado é pouco. Não existe milagre ao aprender um idioma. Dominar uma língua exige tempo e dedicação do aluno. A menos que você tenha aulas diariamente, durante horas, ou more um tempo no exterior, falar bem uma língua estrangeira requer alguns meses de estudo. Dependendo do idioma e do grau de dificuldade do aluno, este intervalo pode durar anos.

Nas universidades

Com relação aos custos, o valor cobrado pelas escolas pode variar consideravelmente. Escolas boas costumam custar caro para o bolso do estudante. Afinal, elas oferecem os professores mais capacitados e experientes, e melhor infra-estrutura para as aulas e atividades extracurriculares. Assistir a vídeos, participar de laboratórios de conversação, ter professores disponíveis para tirar dúvidas e treinar o idioma fazem muita diferença no resultado final.

Se você não pode pagar por tudo isso, uma dica é procurar os cursos oferecidos pelas universidades públicas no Brasil. Boa parte deles é gratuita, e os professores são da própria instituição. Outra boa alternativa – provavelmente a que oferece a melhor relação custo-benefício – são as escolas de idiomas dos centros acadêmicos. Apesar de serem pagas, estas escolas custam bem menos em comparação às outras empresas do mercado e qualidade do ensino tende a ser muito boa.

Independente do curso escolhido, o importante é que o aluno tenha tempo para freqüentar as aulas e fazer as atividades exigidas pelos professores. Não vale a pena matricular-se num curso de línguas, caso o interessado não tenha uma agenda com espaço para se dedicar ao aprendizado. Para aprender uma língua estrangeira, é preciso trabalhar duro e não faltar às aulas. O sucesso depende muito mais do interesse do aluno que do curso escolhido.