Contramão

Crise impulsiona EAD, segmento que crescerá 25% no ano

Varejo busca soluções em ensino à distância para gastar menos com treinamentos de profissionais

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SÃO PAULO – Você provavelmente já conhece as plataformas que oferecem cursos à distância de diversas temáticas, desde o Coursera, de diversos segmentos, até plataformas mais específicas como o Mindbank (voltado a empreendedores digitais). Todas elas são iniciativas em trajetória ascendente, mesmo em tempos de crise, mas algumas pegaram “carona” justamente no momento de dificuldade pelo qual passam outros setores econômicos.

É o caso de empresas como a Woli, plataforma de consultoria e treinamento que oferece cursos voltados ao varejo, setor que sofre com as consequências do desemprego e inflação elevados. A lógica é: os profissionais precisam ser treinados, então, oferecer estes treinamentos sem gastos com transportes e sem descontar tempo de trabalho vale mais a pena para o empregador e mais cômodo para o funcionário. Treinar um profissional via ferramenta de EAD é até 70% mais barato em comparação aos treinamentos presenciais.

“Quanto mais pessoas tenham acesso à educação, melhor será a capacidade de o Brasil de se tornar uma nação com profissionais preparados e engajados”, comenta o CEO da plataforma, que acredita que, como não há “pleno emprego”, os profissionais também buscam este tipo de ferramenta para se capacitar e buscar uma melhor colocação no mercado.

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Segundo a Associação Brasileira de Ensino À Distância (ABED), o as empresas de cursos online terão crescimento de ao menos 25% em 2015 com relação ao ano anterior. A mesma associação também afirma que a formação de colaboradores no ambiente corporativo é o que alimenta a maior parte do mercado de instituições fornecedoras de produtos e serviços de educação à distância.