Cooperativas são alternativa de geração de renda para profissionais

Desempregados e aspirantes a empresários sem capital inicial podem aderir ao cooperativismo como alternativa

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SÃO PAULO – O desemprego não é novidade no Brasil. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desocupação em agosto foi de 9,5% nas seis regiões metropolitanas abrangidas pela pesquisa (Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Recife e Porto Alegre). O percentual corresponde a 2,2 milhões de pessoas.

Mas existem alternativas de renda e uma delas é o sistema de cooperativismo. “A cooperativa não gera emprego, mas gera renda. O cooperado presta serviço e é remunerado de acordo com sua produtividade. É uma alternativa também para quem sonha em empreender. Ele é um sócio, investe na cooperativa, administra e participa de todas as decisões”, explica a consultora técnica da Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), Andréa Pinheiro.

Vantagens e desvantagens

“É importante esclarecer que a cooperativa não institui vínculo empregatício nem adota regime CLT. Porém, é uma alternativa positiva e um de seus pontos altos é a liberdade para participar da gestão da empresa diretamente”, defende Andréa, que lembra ainda que o cooperado não é subordinado a um chefe nem possui limite de horário.

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A outra vantagem é o fato de a remuneração ser atrelada à produtividade, ou seja, o trabalhador retém o lucro, o que geralmente não acontece na relação de trabalho comum.

O lado negativo é a baixa participação dos cooperados na gestão do empreendimento, o que pode criar conflito entre os cooperados. “A má gestão inviabiliza a cooperativa. O que observo é que há muitos cooperados que não se enxergam como empresários, apenas como prestadores de serviços.”

Modelo

O modelo cooperado de organização das pessoas surgiu em 1844 na Inglaterra e vem ganhando mais popularidade no Brasil, por garantir trabalho, renda e contribuir para um maior equilíbrio social. “A organização de pessoas em cooperativas tem se mostrado uma alternativa a quem quer abrir o próprio negócio, mas não dispõe de recursos suficientes. O cooperado é sócio e participa dos resultados e riscos do negócio”, diz o presidente do Sistema Ocesp (Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo)/Sescoop-SP, Edivaldo Del Grande.

Atualmente, existem no Brasil cooperativas das mais variadas áreas, como de tradutores, professores de educação física, professores em geral, fisioterapeutas, músicos e até artistas de circo.

São sete os princípios que regem as cooperativas: adesão voluntária e livre; gestão democrática; participação econômica dos membros; autonomia e independência; educação, formação e informação; intercooperação (trabalho em conjunto); e interesse pela comunidade.