Consultor indica quatro formas de comunicação no ambiente de trabalho

Para Reinaldo Passadori, existem quatro alternativas de comunicação: autoritária, submissa, mista e assertiva

SÃO PAULO – De maneira inconsciente, cada pessoa acaba por tender a um tipo de comportamento no ambiente de trabalho. Em palestra realizada durante o 2º ConviRH (Congresso Virtual de Recursos Humanos), Reinaldo Passadori, diretor do instituto que leva seu nome, apontou quais são as quatro formas de comunicação que uma pessoa pode ter.

A primeira delas diz respeito ao autoritarismo, que não está limitado apenas às pessoas que ocupam altos cargos hierárquicos. Devido à forte personalidade, este tipo de profissional acaba por falar mais alto, com a voz seca, interrompe com frequência e usa bastante de sarcasmos e críticas para ganhar a discussão.

“Ele acaba por criticar a pessoa e não o comportamento dela. Está o tempo todo preocupado em vencer”, afirma Passadori.

Preocupação excessiva com o outro

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Existem, também, pessoas com um comportamento totalmente contrário ao do perfil traçado acima: os submissos. Eles evitam o confronto a qualquer custo e fazem de tudo para fugir de uma discussão. Cedem com muita facilidade e não sabem dar uma resposta negativa a uma solicitação.

“Têm pouco contato visual, uma atitude mais defensiva, são de natureza quieta, apresentam muitas justificativas e têm uma postura encolhida. Essa pessoa preocupa-se muito com o outro e, principalmente, com o que dizem a seu respeito”, explica Passadori.

No meio termo, nem tão autoritário, nem tão submisso, está o que o diretor nomeia uma forma de comunicação falsa. É uma pessoa ansiosa por acertar as contas, mas que evita qualquer tipo de confronto. Ela não olha nos olhos de quem conversa, mas também não mira o chão: simplesmente olha para frente.

“Age às escondidas, é mais sarcástico, tem também uma postura fechada e um senso de humor que até irrita”.

O pai dos justos no ambiente de trabalho

O assertivo é aquela pessoa que defende os próprios direitos, mas é capaz de aceitar os direitos dos outros também. Mantém contato visual fixo, um tom de voz sempre neutro, ouve bastante e, o mais importante: ouve mais do que fala.

“Trata os outros com respeito, fala abertamente, vai ao ponto e insiste na busca pelos seus objetivos”, finaliza.