Consultor aponta quais os inimigos da motivação

Eles estão separados em quatro blocos, trazem enormes prejuízos às empresas e estão relacionados a aspectos emocionais. Confira quem são eles

SÃO PAULO – Como líderes e liderados, os profissionais se deparam com situações em que têm a oportunidade de influenciar e serem influenciados por fatores que afetam a motivação pessoal e alheia. Mas, nessa época de grandes desafios que vivemos, é preciso ter a capacidade de não ser contaminado por aspectos que minam a motivação.

Em palestra no 3º ConviRH (Congresso Virtual de Recursos Humanos), o consultor e terapeuta organizacional Gustavo Boog aponta quais são esses aspectos negativos que influenciam a motivação dos profissionais, que podem ser chamados de inimigos. “A motivação é extremamente contagiosa, assim como a desmotivação”, conforme ele explica.

Por isso, a desmotivação causa muitos prejuízos para as empresas, que tentam explicar em números um aspecto que é determinado pela emoção.

As consequências

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Dentre as consequências que Boog aponta para a desmotivação, estão a falta de comprometimento das pessoas com as metas organizacionais, baixo entusiasmo e dedicação, sensação de não ser reconhecido e recompensado, além do excesso de individualismo e dificuldades do trabalho em equipe.

Os resultados negativos não param por aí: conflitos nos relacionamentos, o fato de o profissional sentir-se isolado e excluído, resistências às mudanças, sentir-se mal informado, incertezas quanto ao futuro e baixa qualidade de vida também entram nessa lista.

Diante de tantas consequências negativas, é possível entender a necessidade de se combater os inimigos da motivação.

Quem são eles?

Os diversos fatores que influenciam a motivação estão alocados em quatro grandes blocos, segundo o consultor. O primeiro deles é o da falta de significado. “Se você quer matar a motivação de uma pessoa, dê uma tarefa simples, repetitiva, e não dê nenhum significado para o que faz. O significado acende em nós a vontade de agir, pois vemos na ação uma contribuição”.

Como podemos lidar com esse inimigo? De acordo com o consultor, é preciso definir uma visão que tenha significado para mim (profissional), gerando paixão e força para lidar com as adversidades que irão ocorrer.

Existe outro bloco que é da falta de ordem. “Os relacionamentos devem respeitar uma ordem, pois, se ferirmos isso, sistematicamente teremos como resultado a desmotivação”. Neste sentido, é responsabilidade do líder criar um clima adequado ao trabalho, fornecer equipamentos adequados e treinar as pessoas.

Outro inimigo é o desequilíbrio em dar e receber. “Sempre que esse desiquilíbrio surge, há riscos de rompimentos entre o profissional e a organização, porque, sem reciprocidade, os relacionamentos não se mantêm”. Esse desequilíbrio pode ser identificado por meio de carência em feedback, reconhecimento, recompensas, oportunidade de carreira e qualidade de vida.

Além disso, existe o inimigo da não-inclusão: é não ser reconhecido como membro, o que significa que há carência em sentir-se parte, trabalhar em equipe e de boa comunicação (o que abre espaço para fofocas).

O que é estar motivado?

Diante de tudo isso, Boog apontou o que é estar motivado. Confira abaixo:

  • Superar as expectativas (encantar);
  • Acreditar e despertar o potencial do outros.