RADAR INFOMONEY Ações da Vale, Gerdau e Usiminas são vistas com otimismo por analistas antes de balanços; assista ao programa desta segunda

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Competências de líder podem ser adquiridas, mas cuidado com a máscara

Quando pais não ensinam valores como ética, respeito ao próximo e humildade, há formas do indivíduo incorporar tudo isso

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SÃO PAULO – Há um conjunto de competências técnicas e comportamentais fundamentais ao líder bem-sucedido, que podem ser herdadas ou aprendidas e adquiridas enquanto a personalidade do indivíduo se forma, por meio do que ele vivencia no ambiente em que está inserido. A explicação é do presidente da Mariaca, uma das principais empresas de gestão de capital humano no País, Marcelo Mariaca.

“Do ponto de vista comportamental, há inúmeras qualidades indispensáveis ao líder, como caráter, carisma, generosidade, atitude positiva, auto-segurança e discernimento. É importante também saber ouvir. Aquele que não detém essas características não é um líder, apenas um chefe. Certamente, essa pessoa irá fracassar no longo prazo”, enfatiza.

Evidências da incapacidade de ser um líder

Alguns fatos evidenciam a dificuldade para ser líder: quando a pessoa trabalha em prol de sua própria ambição, apenas; quando ela só fala de si; quando age de forma egocêntrica no dia-a-dia; maltrata colaboradores em público; não ouve; quando os membros da equipe mudam de emprego ou se demitem mesmo sem ter outro emprego em vista. “Se um funcionário tem muito a ganhar se agüentar mais cinco anos, ele fica, mas não espere um bom rendimento.”

É necessário ter uma máscara?

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Quando os pais não passam aos filhos valores como ética, respeito ao próximo e humildade, há maneiras do indivíduo aprender e incorporar tudo isso, por meio de coaching, estudo, leitura e terapia (que é indicada para muitos casos). Porém, o coaching não mudará o âmago da pessoa, e nem mesmo a terapia pode fazer milagres, embora auxilie bastante.

“O trabalho em equipe, por exemplo, é algo que vem de dentro, da formação, bem como a tolerância para erros, que é um desafio para muitos gestores. Mas o chefe que não é tolerante nem mesmo com jovens profissionais, que ainda estão aprendendo, e age de forma primitiva ou vingativa paralisa a equipe. Os colaboradores perdem a vontade de assumir riscos e dar idéias. Os melhores deixam o emprego”, analisa.

“Há algum tempo, fui contratado para ser coach de um presidente. Fiz perguntas sobre ele para seus superiores, pares e subordinados. Surgiram três características: ele era impaciente em excesso, não buscava apoio e tinha excelente humor, normalmente. Mas quando ficava nervoso, o prédio tremia. E entre uma explosão e outra, a equipe ficava paralisada. É difícil, mas um chefe pode se tornar um líder, se quiser, e melhorar seu estilo gerencial”, avisa o especialista.

A máscara é negativa?

O comportamento forçado, às vezes, é necessário e existem chances altas da equipe não se sentir ofendida, mesmo sabendo que se trata de uma “máscara”. “Os profissionais irão valorizar aquilo que torna o dia-a-dia deles mais seguro. O líder falso pode mostrar um lado que não é ele, mas, se no fim do dia, as pessoas percebem que ele não pensa somente em si, não há problemas”, garante.

No entanto, é preciso muito controle para não dar um berro repentino ou perder a paciência, quando todos estão acostumados com a versão “bonzinho” do chefe. A dica é: prepare-se antes. “Por exemplo, antes de demitir alguém, pense muito bem como fará isso, onde e o que dirá. Criar uma briga de forma proposital e ‘fritar’ a pessoa, para que ela mesma se renda e peça demissão, são os erros mais comuns”, alerta.