Com falta de crédito, executivo de meio ambiente se torna mais requisitado

"O crédito não é concedido se a empresa não estiver de acordo com a legislação ambiental", diz sócio da ARC

SÃO PAULO – Se você pensa que executivos de meio ambiente deixaram de ser requisitados por conta da crise financeira global, está enganado! De acordo com o sócio da ARC Executive Talent Recruiting, Francisco Ramirez, a demanda por esses profissionais continua em alta, mesmo com o cenário de adversidade para algumas companhias.

“Quando você enfrenta uma crise, o crédito fica mais apertado. Na hora de buscar recursos, tudo o que tem a ver com o meio ambiente deve estar na ponta da língua. O crédito não é concedido se a empresa não estiver de acordo com a legislação ambiental”.

É pela necessidade de mostrar uma rigidez no cumprimento das normas ambientais do País que muitas empresas passaram a contratar profissionais na área. Afinal, dessa forma, elas podem contar com um crédito mais fácil (e barato, muitas vezes).

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“Eu fiz dois recrutamentos no segundo semestre do ano passado na área de meio ambiente. Um foi concluído no segundo semestre e o outro, neste ano. Depois, no começo deste ano, já completei outro. São três recrutamentos num espaço curto de tempo”, contou Ramirez, sobre as intermediações de recrutamento que fez para executivos de meio ambiente, que mostram a importância que o segmento tem apresentado.

Mais importância

De acordo com Ramirez, é interessante observar que os profissionais de meio ambiente ganharam importância dentro das empresas. Se, no passado, eles ocupavam posições até a média gerência, atualmente eles já assessoram diretamente a presidência ou fazem parte da diretoria. O sócio da ARC aponta dois motivos para isso:

  • A área de meio ambiente ganhou uma importância relativa dentro das empresas, principalmente para conquista de investidores e de consumidores;
  • Ela passou a participar do planejamento estratégico da companhia. O executivo não só monitora questões ambientais, como também mostra o risco de cada ação que a empresa vai tomar.

“É muito difícil deixar de lado essa área. Mesmo se a empresa deixar, o governo não deixa”, afirmou Ramirez, em relação à fiscalização do setor. Ele ainda disse que cada vez mais os stakeholders (todos os públicos com os quais a empresa mantém relação) estão ligados nas iniciativas da empresa voltadas para o meio ambiente.