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Para 70% das empresas de SP, reforma trabalhista não é grande incentivo a contratações e investimentos

Pesquisa da Fiesp mostra que apenas 22,2% dos empresários paulistas acreditam que a Reforma incentiva muito a ampliar os investimentos e as contratações de empregados

Sede da Fiesp na avenida Paulista
(Wikimedia Commons)

SÃO PAULO – Apenas 22,2% dos empresários paulistas acreditam que a Reforma Trabalhista incentiva muito sua empresa a ampliar os investimentos e as contratações de empregados, enquanto 73% deles acham o contrário ou que o incentivo seria pequeno. Essa foi uma das questões envolvidas na pesquisa Rumos da Indústria Paulista, realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (DEPECON) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) durante o mês de abril de 2017.

Aprovada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, a reforma é conhecida – muito ou pouco - por 92,6% das empresas consultadas. Foram representantes de 495 indústrias, sendo 312 micro e pequenas. Apenas 25,9% afirmaram que têm bastante conhecimento das alterações que estão sendo propostas, enquanto 66,7% afirmaram que têm pouco conhecimento, 5,1% afirmaram que não têm conhecimento e 2,3% não responderam esta questão.

Ao mesmo tempo que não veem grandes incentivos para contratações e novos investimentos – 45,5% disseram que há pouco incentivo, 27,5%, que não incentiva e 4,8% não responderam -, as empresas consultadas, em sua maioria, concordam com as mudanças propostas, pelo menos em partes. Dentre elas, o parcelamento de férias em até 3 vezes foi a mais bem aceita, com 60,6% dos entrevistados concordando totalmente.

Para 77% dos representantes contemplados, a reforma trará segurança jurídica aos empregadores. Nada foi perguntado sobre a segurança aos empregados. Dentro desse aspecto, 40,8% acreditam que essa segurança melhora o ambiente de negócios e 36,2% acredita que tem pouco impacto.

Confira a pesquisa completa neste link.

 

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