Chegando na empresa: como buscar serviço sem parecer falso?

Determinados comportamentos podem soar como falsos para os demais colegas, inclusive para o gestor que realizou a contratação

SÃO PAULO – Um recém-chegado em uma empresa pode despertar curiosidade e, em alguns casos, até mesmo ciúmes dos funcionários que lá se encontram há tempos. É comum que esse “novato” procure se estabelecer na companhia, procurando serviço e desempenhar atividades.

Basicamente, nesse primeiro momento, ele quer mostrar por que foi contratado. No entanto, determinadas ações e comportamentos podem soar como falsos para os demais colegas, inclusive para o gestor que realizou a contratação. Como agir nesses casos?

Para o sócio da consultoria MindSearch, Alan Grange, o recém-chegado tem de entender qual é o escopo de sua atividade. “O excesso de pró-atividade, de querer entrar em áreas que não são de sua atuação profissional, pode soar negativamente a princípio”, afirma.

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Grange adverte que o contratado deve ter bem claro em sua mente quais as suas funções naquela empresa e procurar não se “intrometer” nas funções dos outros. “Existem muitos profissionais que querem se misturar com todas as áreas. Tentar se envolver com atividades inerentes ao que foi contratado não é certo”, completa.

Conhecimento
Muitas vezes uma pessoa que entra para atuar em uma determinada área pode ter conhecimento de diversos outros setores. Neste caso, para não transparecer arrogância, a dica é a velha e boa humildade.

“Querer mostrar que você tem conhecimento de funções que vão além de sua alçada é válido, porém sempre com o uso da simpatia. Sente com o colega, converse e se coloque à disposição para auxiliá-lo nas tarefas”, explica o especialista.

Conheça o seu lugar!
Assim que o profissional desembarca em uma nova empresa ele pode pensar: qual é o meu desafio aqui dentro, para que eu fui contratado? Essa reflexão vale para se aprofundar nas questões em que for demandado e para que, novamente, não interfira no trabalho alheio.

Outro ponto levantado pelo especialista diz respeito à agilidade do trabalho. É natural entregar tudo mais rápido no começo, o difícil, contudo, é manter o mesmo ritmo ao longo das semanas. “A motivação deve ser contínua, para não soar falsa”, adverte.