AO VIVO Sócio da Arko e analista da XP avaliam o último debate entre Trump e Biden antes da eleição nos EUA

Sócio da Arko e analista da XP avaliam o último debate entre Trump e Biden antes da eleição nos EUA

Chefe também sofre assédio moral! Confira as situações em que isso ocorre

"Dificilmente a insubordinação vem de uma pessoa só, pois nesse caso ela sabe que acabará demitida", diz advogada

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – Engana-se quem pensa que somente subordinados podem sofrer assédio moral. Chefes também podem recorrer à Justiça, garante a advogada trabalhista do escritório Benhame Sociedade de Advogados, Maria Lúcia Benhame.

“O assédio moral pode ocorrer do superior para o subordinado – caso mais comum -, do subordinado para o chefe e até entre pessoas do mesmo nível hierárquico”, afirma Maria Lúcia. “Basicamente, são casos que envolvem humilhação”.

Conspiração

De acordo com a advogada, de fato os assédios cometidos contra chefes são mais raros. Mas acontecem. “Geralmente, são casos em que os subordinados tentam derrubar o superior, boicotando projetos, fazendo queixas infundadas ao diretor da empresa ou questionando sua autoridade, desrespeitando-o. Vamos supor que o chefe peça para que as pessoas façam algo e elas simplesmente acabam não fazendo. É um caso de insubordinação”.

Aprenda a investir na bolsa

“Do meu ponto de vista, dificilmente a insubordinação vem de uma pessoa só, pois nesse caso ela sabe que acabará demitida. Se o assédio advém de uma pessoa sozinha, ele ocorre de forma muito mais velada e sutil, difícil de provar, portanto. O que ocorre normalmente é que a equipe se une para derrubar o chefe. É o caso dos jogadores de futebol que querem derrubar o técnico. O que eles fazem? Perdem os jogos. É sutil”, acrescenta ela.

Muitos casos são difíceis de provar, ainda assim os profissionais subordinados devem ficar atentos. “A prova ocorre por meio de testemunho, e-mails, atas de reunião, conversas gravadas, etc.”, exemplifica Maria Lúcia.

Assédio consciente

Ela explica que o assédio é sempre consciente. “O objetivo é buscado, as pessoas não fazem o que fazem sem querer. Muitos funcionários que se juntam contra o chefe acreditam que uma hora ele se sentirá mal e pedirá transferência”.

Segundo Maria Lúcia, há muitos casos em que a equipe tem preconceito. Por exemplo, um grupo formado majoritariamente por homens pode não aceitar ter uma chefe mulher. O preconceito também ocorre com as diferenças de formação técnica. “Ou então alguém não muito querido pela equipe é promovido”, exemplifica.

Os casos também ocorrem com equipes que, de uma hora para outra, ficam sem uma chefia e a empresa opta por trazer alguém de fora. Pode ser que alguém fique ressentido, por achar que merecia ocupar o posto de chefia, porque já trabalha há muito tempo na empresa. Pode ser que a equipe não aceite o novo chefe porque o anterior era muito querido. São várias as possibilidades. Nesses casos, quem assedia tem a vontade de denegrir a imagem alheia, por meio de ações reiteradas.