Carreira

Chefe de RH da Microsoft diz que você deve seguir esse conselho se quiser ser contratado

Há uma diferença entre estudar suas respostas e ensaiá-las, segundo Chuck Edward, chefe global de Recursos Humanos da Microsoft

SÃO PAULO – Quando se trata de uma entrevista de emprego, o candidato deve estudar suas respostas, mas não ensaiá-las, segundo Chuck Edward, chefe global de Recursos Humanos da Microsoft. Segundo ele, há uma “sabedoria popular” que incentiva os candidatos a se preparem ensaiando as respostas para supostas perguntas padrões. Mas isso pode não funcionar porque “algumas pessoas não aparentam estar sendo espontâneas e a conversa fica forçada”.

“As pessoas ficam nervosas e pensam que é preciso ter a resposta na ponta da língua, mas não é”, afirmou o executivo ao CNBC. Edward afirma que tudo o que ele e muitos outros empregadores realmente querem ver no candidato é “curiosidade, conhecimento básico sobre a empresa e afinidade com a cultura da companhia”.

Segundo o executivo, o problema com as respostas ensaiadas é que elas não envolvem o entrevistador, e se algo sai fora do planejado o candidato não sabe por onde seguir.

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Edward acredita que fazer a lição de casa e estudar a empresa é essencial na hora da entrevista, mas decorar só deixa o candidato ainda mais nervoso. “Conseguir discutir algumas perguntas desafiadoras e pensativas de forma espontânea é muito melhor do que dar respostas prontas e fará com que você a se destaque do restante dos entrevistados”, afirma o executivo.

No entanto, ele pondera e explica que há um equilíbrio entre um estudo sobre a empresa e uma preparação excessiva. Isso porque alguns candidatos querem mostrar que estudaram e acabam passando do limite com o entrevistador. “Embora haja uma troca de informações e um diálogo durante a entrevista, não se esqueça de que você é o candidato e falar demais pode atrapalhar”, diz.

Edward explica que muitas vezes fica “agradavelmente surpreso” durante entrevistas em que os candidatos se prepararam na medida certa para tentar a vaga. “O candidato não deve decorar suas falas, não é uma peça de teatro, tem que ser ele mesmo, natural e espontâneo”, afirma.