Caixa Econômica desativa PATs no dia 30 de setembro

Decisão de desativar os PATs (Postos de Atendimento ao Trabalhador) reflete a forte queda no número de consultas no mês de setembro

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SÃO PAULO – Com o início do pagamento dos créditos complementares do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em decorrência das perdas obtidas com os planos econômicos Verão e Collor 1, muitos trabalhadores, confusos quanto aos seus direitos, passaram a lotar as agências da Caixa Econômica, assim como congestionaram a central de informações por telefone.

Diante disto, a Caixa ativou os Postos de Atendimento Temporário (PATs), cujo objetivo principal era atender à grande demanda de trabalhadores em busca de soluções para receberem o pagamento de seus créditos.

PATs saem de cena em 30 de setembro

Como o pagamento dos créditos já entrou em uma fase mais tranqüila, ou seja, a Caixa já efetuou o pagamento para a maior parte dos trabalhadores, a Caixa decidiu desativar estes postos a partir do dia 30 de setembro, por conta da redução da demanda pelos serviços prestados aos trabalhadores.

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Desta forma, o atendimento ao cliente continuará sendo realizado nas agências da Caixa durante o expediente bancário (10h às 16h) ou então através do Disk Caixa, que funciona diariamente nos telefones 4196 6601 (Grande São Paulo) e 0800 550101 (demais localidades).

A Caixa afirmou que embora o serviço tenha sido essencial na fase inicial do pagamento dos créditos, atualmente a procurar dos trabalhadores era muito pequena, de forma que não estava mais sendo viável manter os postos ativados.

Postos atenderam apenas 536 mil em setembro

Desde sua implementação os PATs já atenderam mais de 9,2 milhões de trabalhadores, sendo que desde que foram ativados, em abril deste ano, os PATs vinham atendendo cerca de 1,5 milhão de trabalhadores por mês.

O pico de consultas foi registrado no mês de junho, com 2,2 milhões de atendimentos aos trabalhadores. Já em setembro o número de consultas foi muito menor, com apenas 536 mil atendimentos registrados, o que equivale a menos do que uma quatro do volume registrado em junho e cerca de 35% da média registrada desde abril, quando a Caixa começou a enviar os extratos avisando os trabalhadores do pagamento dos expurgos. A forte queda no número de atendimentos de setembro acabou justificando a desativação do serviço.