Brasil tem nível de proficiência em inglês abaixo da média mundial

Segundo a pesquisa "Business English Index report", só 7% dos profissionais dominam totalmente idioma no mundo

SÃO PAULO – O Brasil tem um índice insatisfatório de proficiência em inglês na comparação com os demais países do mundo. Essa é uma das conclusões da pesquisa “Business English Index report”, realizada pela empresa GlobalEnglish. Segundo ela, o Brasil está bem abaixo da média mundial de proficiência, já considerada insatisfatória: de 4,46, em uma escala de 1 a 10. 

Segundo essa pesquisa, apenas 7% dos profissionais que vivem onde o inglês não é a língua nativa (caso do Brasil e da maior parte dos países da América Latina, por exemplo) dominam totalmente o idioma e são capazes de utilizá-lo sem problemas no trabalho.

O contrassenso é que 70% dos entrevistados afirmam que tem o inglês como seu segundo idioma. O estudo avalia que “muitas empresas globais ainda não reconhecem o deficit de competências em inglês que existe dentro de sua força de trabalho e as demandas de uma força de trabalho com competências suficientes no negócio de comunicação em inglês”. Foram ouvidos 105 mil funcionários de empresas em 152 países.

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O estudo analisa que, com base em uma escala global de 1-10, o nível médio de inglês para negócios no mundo é de 4,46. “Confirmando que os atuais conhecimentos de inglês são insuficientes para atender às demandas de negócio global do século 21. Isso se traduz em uma força de trabalho que possa compreender as informações básicas, mas não consegue entender apresentações, assumir um papel de liderança nas discussões de negócios ou executar tarefas complexas”.

Nessa escala, uma pontuação equivalente a 1 indica que a pessoa pode ler e se comunicar usando perguntas simples e declarações, mas considera extremamente difícil se expressar além disso. À medida que esse índice aumenta, aumenta a capacidade de comunicação e profundidade do conteúdo da comunicação.

América Latina
A má notícia para os brasileiros é que na análise por região, a América Latina apresenta o pior indicador entre as analisadas, atingindo nível de proficiência de 3,28. E dentro da América Latina, o Brasil não aparece bem cotado, já que tem nota de apenas 3,45. 

Atrás da América Latina, vem a região que o estudo nomeia como “stans”, relativa a países como Cazaquistão, Quirguistão e Afeganistão, com média 3,33, e depois o Oriente Médio, com 3,45. O melhor desempenho fica com os países de língua nativa inglesa, com avaliação de 6,42, seguido do norte da Europa, com 6,35.

Por segmento, a indústria de serviços teve o melhor desempenho. Profissionais dessa área têm, em média, nível de fluência em inglês de negócios de 5,34, seguidos dos profissionais da área de tecnologia com nota 5,2. Trabalhadores da área farmacêutica figuraram na terceira posição com 5,08. O pior desempenho ficou com a área de governo/educação, com 3,26.

Na separação por empresas, poucas tiveram um desempenho acima de 7. Mais de um terço (36%) fica na escala entre 4 e 5 pontos, e o número de empresas com avaliação entre 3 e 6 é de 77% das pesquisadas.

Veja a avaliação do nível de inglês verificado nos países da América Latina: 

Nível de proficiência
PaísNível
Argentina4,72
República Dominicana4,53
Equador4,23
Costa Rica3,99
México3,76
Peru3,69
Brasil3,45
Venezuela3,3
Colômbia3,26
Honduras2,85
Chile2,75

Veja os melhores níveis de desempenho verificados na pesquisa:

Melhores no mundo
País Nível
Indonésia7,16
Holanda7,14
Filipinas7,01
Hong Kong6,98
Noruega6,83
Bélgica6,27