Aprenda a avaliar seu processo de coach e medir os resultados da orientação

"A construção do aprendizado é responsabilidade e mérito do orientado", adverte consultor do IDORT/SP

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SÃO PAULO – “O processo de coaching está diretamente relacionado a um profundo relacionamento entre o orientador e o orientado, em que o primeiro se despe de uma postura que o distancia do segundo (de dono da verdade e da razão) para uma postura de guia, de condutor, colocando-se a serviço, construindo o caminho pelo qual o orientado irá construir seu aprendizado”, afirma o consultor em processos de mudança do IDORT/SP – instituto de aperfeiçoamento profissional, Luiz David Carlessi.

Isso significa que um bom coach não fica atrelado somente aos resultados práticos, preocupando-se com o sucesso e o desenvolvimento gradual do cliente. “A construção do aprendizado é responsabilidade e mérito do orientado. É ele quem irá traçar seu caminho e assumir os riscos e benefícios disso. Trata-se de um ‘contrato’ fechado com o coach, no qual o profissional se compromete a atingir um resultado, seja ele de adquirir competências e/ou produzir uma mudança específica”, diz.

Resultado

O coach deve permanecer com o orientado até o momento em que ele atinge o resultado esperado em toda sua plenitude. “A questão de resultados é um fator fundamental no processo de coaching, pois o termo por si só pressupõe a obtenção de resultados claros, negociados e dentro de uma dimensão de tempo bem estabelecida”, aconselha Carlessi.

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O ICF (International Coaching Federation) conceitua coaching como descobrir, esclarecer e ficar alinhado com o que o orientado deseja alcançar, encorajar a autodescoberta, trazer à tona as estratégias e soluções geradas pelo orientado e mantê-lo como responsável e encarregado pelo seu processo de desenvolvimento. Podemos dizer também que é o processo de desenvolvimento de competências, investigação que promove a descoberta de fraquezas e qualidades e o aumento da consciência de si.

O coach ideal

“O coach desenvolve todos os aspectos da competência para que o líder possa executar bem sua tarefa e, preferencialmente, atinja um desempenho conhecido como peak performance. Ao contrário dos workaholics, a pessoa que trabalha em peak performance é focada em resultados e é capaz de gerar resultados, sem comprometer sua existência humana. Portanto, o desenvolvimento exigido abrange todas as áreas da vida: profissional, financeira, física, ontológica, social, de relacionamento íntimo, intelecto, emocional e lazer”, acrescenta.

A conclusão é que o coach precisa:

  • formar profissionais e fomentar o autodesenvolvimento;
  • impulsionar o desejo de melhorar ao longo do tempo e se tornar mais produtivo;
  • saber usar linguagem apropriada ao nível de habilidade, da linguagem e da cultura do colaborador que está sendo treinado;
  • dar instruções claras;
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  • ter paciência;
  • demonstrar as habilidades a serem desenvolvidas;
  • acompanhar, dar exemplos pertinentes ou fazer analogias;
  • providenciar recursos materiais ou equipamentos;
  • estar sempre à disposição para orientar e responder perguntas;
  • estar disponível, quando surgirem problemas;
  • conhecer profundamente o assunto a ser transmitido.