Do Zero ao Gain Uma aula gratuita com André Moraes sobre gerenciamento de risco, stop, alvo e tamanho de capital

Uma aula gratuita com André Moraes sobre gerenciamento de risco, stop, alvo e tamanho de capital

Altos executivos temem os impactos da crise nas suas empresas, diz estudo

Para 68,2% dos executivos, as consequências da crise serão muito sérias para as suas instituições.

SÃO PAULO – Os altos executivos temem os impactos da crise
financeira em suas respectivas empresas. Uma pesquisa divulgada pelo Grupo IBI, multinacional francesa especializada em reestruturação de empresas e gestão de pessoas, revelou que 68,2% dos executivos acreditam que as consequências da crise serão muito sérias para as suas instituições.

Os ingleses e os norte-americanos são os que se sentem mais atingidos com 88% e 84,2% respectivamente. Já os empresários brasileiros aparecem em terceiro lugar com 79,6%. O país que menos acredita nos impactos da crise nos seus negócios é a Finlândia (39,7%).

O estudo foi realizado com 7.590 profissionais, em dezembro de 2008, nos seguintes países: Bélgica, Brasil, Finlândia, Polônia, Romênia, Rússia, Suíça, Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Itália, China e Estados Unidos.

Impactos

PUBLICIDADE

Quando questionados sobre os impactos da crise financeira, praticamente todos os entrevistados acreditam que a motivação da equipe será afetada. Além disso, o nível de estresse no ambiente de trabalho também será alterado.

Sobre as possíveis demissões, 62% dos executivos brasileiros acreditam que não haverá redução de mão-de-obra na sua equipe. Nos outros países pesquisados a média é de 64,5%.

Porém, para 76% dos altos executivos de todos os países pesquisados afirmaram que pode existir um programa de redução de custos dentro da empresa, em decorrência da crise.

Em questão de congelamento salarial, as opiniões se mostram divididas. A maioria dos entrevistados, 42% acham provável a manutenção dos salários. Entretanto, 57% deles acreditam que os salários podem ser alterados.

O futuro

Os brasileiros lideram as opiniões sobre o fato de que suas empresas vão partir para novos projetos de desenvolvimento ou aquisição de novas instituições: 85% deles confiam nessa hipótese. Já a média mundial ultrapassa os 70%.

No que se refere a reestruturações empresariais, elas não devem acontecer para 58% dos executivos de todos os países. Contrariamente, 70% dos brasileiros acham que suas empresas irão passar por processos do tipo.

As novas contratações não serão realizadas para 63% dos executivos nos próximos meses. Já entre os brasileiros a opinião sobre o assunto ficou um pouco mais equilibrada, 54% concordam que não serão abertos novos postos de trabalhos, mas 44% acreditam que surgirão novas oportunidades.

Carreira

Quando indagados sobre a perenidade no emprego, 67% dos executivos brasileiros revelam que terão problemas com esse tema.

Porém, em relação as possibilidades de evolução profissional, os brasileiros são os mais otimistas: 68% disseram que irão evoluir na carreira mesmo com a crise.

No que se refere aos seus salários, o otimismo brasileiro prevalece mais uma vez, com 82% dos entrevistados acreditando que terão um aumento superior ou igual aos do anos anteriores. Apenas 6,5% não vislumbram essa possibilidade. Uma opinião bastante divergente quando comparada aos outros países, onde 40% dos entrevistados não acreditam em aumento e 27% acham que se houver aumento, esse será inferior aos dos anos anteriores.

As únicas equidades foram constatadas com relação ao futuro profissional e o futuro da empresa: 95,1% dos brasileiros acreditam em um futuro promissor da sua profissão e cerca de 80% dos entrevistados de outros países compartilham esse pensamento; já quanto ao futuro das suas empresas, 91,4% dos brasileiros estão confiantes e 78,4% dos representantes de outros países também.