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4 dicas para se destacar no mercado mais quente do momento; salários de até R$ 52 mil

Diretor da Universidade do Vale do Silício aponta o que as empresas esperam do profissional de tecnologia

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SÃO PAULO – Tecnologia é uma área de atuação absolutamente crescente – mesmo no Brasil em crise. De acordo com pesquisa da Deloitte, o mercado doméstico terá defasagem de 1,5 milhão de profissionais na área até 2019.

Ao mesmo tempo, os salários são atrativos. Segundo a pesquisa salarial da consultoria Robert Half, os salários para diretores nessa área podem chegar a R$ 52 mil; para analistas, eles começam em R$ 3.100, e as oportunidades são crescentes. Ainda de acordo com a RH, a área de maior dificuldade para encontrar profissionais qualificados é a de Desenvolvimento de Software.

De acordo com Carlos Souza, diretor-geral da Udacity para América Latina, existem qualidades específicas que as empresas costumam buscar em profissionais qualificados para essa área. Responsável por diversos cursos referentes a esse mercado, Souza acredita que atualização constante é um dos pontos essenciais nesse sentido.

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O executivo listou quatro dicas para ter destaque nessa área, independentemente da frente de atuação buscada dentro do universo em questão. Confira:  

1) Graduação em tecnologia, certificações ou portfólio de projetos?

Transformar conhecimento em prática é o maior desafio. Algumas empresas podem exigir uma graduação, outras certificados específicos. No entanto, entre todas, o que é mais importante no fim é aquilo que o profissional sabe fazer na prática.

 

Por isso, disponibilizar um portfólio online com os projetos desenvolvidos permite que a empresa veja o que você sabe fazer. O mais importante é saber destacar desafios que já realizou ou resultados que trouxe.

 

“O portfólio é a melhor maneira de evidenciar sua capacidade e potencial ao empregador”, explica Souza. O portfólio pode ser disponibilizado em um site pessoal, blog ou LinkedIn e, principalmente, no GitHub.

 

2) Participe ativamente de comunidades 
Participar de um grupo de trabalho, comunidades de desenvolvedores e ‘Meetups’, além de ajudar a manter o profissional sempre atualizado em sua área de atuação, também facilita conhecer outros desenvolvedores e se conectar com diferentes oportunidades profissionais.

 

“Aqueles que além de participarem dos eventos das comunidades, também auxiliam a organizá-los e promovem este ecossistema, são os que mais conseguem aproveitar as oportunidades profissionais que existem nestas iniciativas”, explica Carlos.

 

Além disso, hoje em dia muitas empresas olham as redes sociais antes de contratar. O profissional de tecnologia deve estar em comunidades do LinkedIn, Slack e Facebook; e também no StackOverflow. Outra dica de Souza é responder perguntas no Quora, pois mostra expertise no assunto.

 

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3) Inglês

O idioma dominante e padrão no mundo da tecnologia é o inglês. Saber ler e escrever em inglês é primordial, explica Souza. “Plataformas, principalmente documentação de linguagens, bibliotecas, frameworks quando envolve desenvolvimento de software tudo isso exige conhecimento da língua inglesa”, afirma.

 

Em um segundo momento, “para interação em comunidades internacionais, seja de desenvolvedores de software ou profissionais de marketing, ou para trabalho remoto em empresas estrangeiras, é importante também aprender a conversar em inglês”, complementa.

 

4) Fique de olho nas melhores vagas

Algumas vagas podem ser encontradas nos meios mais tradicionais como LinkedIn e Love Mondays. Para encontrar vagas em empresas estrangeiras com atuação no Brasil ou trabalho remoto, existe o Glassdoor. Para atuar em startups brasileiras, vale olhar no site de cada organização – 99jobs, VivaReal, Movile, Loggi, entre outras – ou buscar em sites como Geekhunter e  Contratado.me.

 

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Além disso, outra maneira é observar onde as empresas buscam profissionais, toda vez que abrem novas vagas “A Udacity, por exemplo, tem parcerias de contratação com quase 30 empresas no Brasil. Todas elas têm acesso exclusivo aos currículos dos alunos e os alunos têm maior visibilidade para essas empresas”, avalia Souza