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Toyota faz acordo de PDV para transferir fábrica do Corolla de Indaiatuba a Sorocaba

O plano de demissão voluntária da empresa passou por inúmeras negociações e agora acordou opções para os demitidos e transferidos

Equipe InfoMoney

Fábrica de automóveis. (Foto: Laurel/Michael Evans/Unsplash)

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Depois de uma greve e muitas negociações, a Toyota, seus funcionários da fábrica de Indaiatuba (SP) e o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e região chegaram a um acordo, nesta quinta-feira (23), sobre o plano de demissão voluntária (PDV) da unidade, que será fechada e cujas operações serão transferidas para Sorocaba (SP).

Segundo o sindicato, o novo pacote para quem optar pela demissão voluntária será de 45 salários, mais dois salários extras por ano trabalhado. A entidade afirma que se tratar de um acordo bem maior do que a proposta inicial da Toyota, que era de 30 salários nominais e um extra por ano trabalhado.

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A fábrica de Indaiatuba é responsável pela produção do Corolla há 26 anos, além de fazer componentes do Corolla Cross e do Yaris. A mudança para a unidade de Sorocaba deve acontecer até julho de 2026.

“Todos os trabalhadores da Toyota terão estabilidade no emprego até julho de 2026, além da garantia de convênio médico e cartão cesta por 36 meses a partir da data de demissão”, diz o comunicado do sindicato.

Além disso, eles destacam que este é “o maior acordo de salários e benefícios já alcançados na história das montadoras no Brasil”.

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Para efeito comparativo, o acordo da General Motors com trabalhadores das fábricas de São José dos Campos e São Caetano do Sul, no fim do ano passado, é bem menor.

A montadora norte-americana ofereceu duas opções: seis meses de salário, adicional de R$ 15 mil e plano médico de seis meses (ou R$ 6 mil) para quem tinha de um a seis anos de casa; ou cinco meses de pagamento, um Chevrolet Onix LS (ou R$ 85 mil) e plano médico durante seis meses (ou R$ 12 mil) para quem tinha sete anos ou mais de empresa.

Transferência

Quem optar por ir para Sorocaba terá um plano diferente. Os funcionários receberão dois salários e um adicional de R$ 15 mil. Os que mudarem de cidade também ganharão os valores acima e mais 2,4 salários.

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Além disso, quem mudar de unidade terá um “prazo de arrependimento” de até sete meses para optar pelo PDV, com direito a um pacote de benefícios que inclui plano de saúde e vale alimentação.

O sindicato e a Toyota também concordaram em garantir a estabilidade de emprego para os transferidos até junho de 2029.

Em nota ao UOL, a Toyota confirma que “a proposta foi elaborada em comum acordo entre a empresa e a entidade, e aprovada na Assembleia Soberana”. A montadora afirma que se manterá disposta a um diálogo aberto até a mudança.