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M&A

Peers adquire Actar para melhorar faturamento com soluções digitais

Consultoria leva 51% da empresa de cibersegurança visando tendência do mercado em digitalização

Por  Iuri Santos -

Atenta à mudança no portfólio de serviços e produtos oferecidos pelas empresas de consultoria no mercado, a Peers Consulting & Technology adquiriu 51% da empresa de soluções de cibersegurança Actar. Com o M&A, a companhia aumenta a sua oferta de soluções digitais, seguindo uma tendência do setor de consultorias de negócios que vêm se tornando empresas de tecnologia.

A Actar chega na consultoria com um faturamento anual de aproximadamente R$ 52 milhões, frente a R$ 72 milhões da compradora. Após a aquisição, a expectativa é de que a Peers feche o ano com um faturamento de R$ 140 milhões — hoje está em R$ 92 milhões. As companhias não abrem o valor da aquisição, mas a aposta é que a Actar contribua, junto a outras aquisições, para elevar para 54% as receitas da Peers com o braço de soluções digitais, que há três anos representava 5% do faturamento

Formada por alguns dos ex-sócios da Accenture em 2012, a Peers assistiu, na última década, a multinacional nativa de consultoria de negócios se consolidar como a líder em consultoria digital no mundo. “Vivenciamos o que a Accenture foi e sempre olhamos para a tecnologia como um fator de crescimento”, diz Pedro Ribeiro, sócio fundador da Peers Consulting & Technology.

Para consolidar a estratégia, a Peers aposta em M&As de empresas de tecnologia desde que recebeu um investimento da gestora independente Clave Capital em 2022. Até agora, além da Actar, a consultoria já adquiriu a companhia de inteligência artificial Join Analytics e pretende fazer de duas a três aquisições nos próximos 12 meses.

Marcelo Mazoni, fundador e CEO da Actar, Pedro Ribeiro, sócio fundador da Peers Consulting & Technology e Gustavo Mitt, CEO da Actar (Foto: Divulgação)

“Vimos que as grandes consultorias estavam começando a adquirir empresas de cibersegurança e a entrar no nosso mercado. Percebemos que continuar sozinhos seria difícil e também seria um risco”, diz Gustavo Mitt, CEO da Actar. Houve, além disso, uma complementaridade do portfólio de clientes das duas empresas.

Em especial quando se fala de empresas de capital aberto e com alto faturamento, o mercado sente uma preocupação crescente com compliance digital. Ambas as companhias costumam prestar serviços para empresas com ganhos superiores a R$ 1 bilhão, mas, na junção, havia apenas três clientes em comum.

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A Actar possuía um histórico longo em trabalhos com operadoras de telecomunicações, setor financeiro e seguros. Já a Peers possuía uma atuação transversal em educação, saúde, pagamentos, participando de muitos M&As, como na fusão das companhias Hapvida e Notre Dame.

Todas as companhias com quem a Peers conversa para as próximas aquisições são de tecnologia em áreas de atuação como desenvolvimento de produtos digitais, cloud e complementaridade em advanced analytics, em uma esteira de avaliação de aproximadamente 200 empresas.

Com as futuras aquisições, a Peers espera aumentar o seu faturamento inorgânico de R$ 20 milhões a R$ 70 milhões, com foco em empresas de faturamento entre R$ 20 a R$ 50 milhões. A empresa espera manter a sua média de faturamento orgânica (que não é fruto de fusões e aquisições) nas margens atuais, de 30% a 40%.

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