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Mercado Livre fecha investimento bilionário para dar nome ao estádio do Pacaembu

Ponto tradicional da cidade de São Paulo receberá nome da gigante do e-commerce por 30 anos

Rikardy Tooge

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O Mercado Livre anunciou nesta quarta-feira (31) o que deverá ser o maior contrato de naming rights de um complexo esportivo da América Latina. Assim, o icônico estádio localizado na capital paulista passará a se chamar Mercado Livre Arena Pacaembu. O acordo prevê um investimento acima de R$ 1 bilhão por 30 anos de parceria – o contrato será de cinco anos renováveis por mais cinco até o fim do período.

“Esse será um dos maiores investimentos que o Mercado Livre vai fazer este ano no país”, explicou Fernando Yunes, vice-presidente sênior e líder do Mercado Livre no Brasil, em coletiva de imprensa. Especula-se no mercado que o valor anual irá girar em torno de R$ 40 milhões, conforme noticiou o colunista Lauro Jardim, acima do recente acordo entre São Paulo Futebol Clube e Mondelez para o naming rights do MorumBIS, de R$ 25 milhões por ano até 2029, totalizando R$ 75 milhões.

Eduardo Barella, CEO da Allegra Pacaembu, concessionária que pagou R$ 111,2 milhões em 2019 para administrar o estádio por 35 anos e que já investiu mais de R$ 600 milhões na reforma do local, afirma que parte do acordo irá bancar esses aportes.

Acrescenta ainda patrocínio não irá alterar a fachada do estádio. Por outro lado, o Mercado Livre terá mais de 70 pontos de exposição dentro do complexo, que terá hotel, centro de convenções, piscina olímpica, quadra de tênis e outros equipamentos esportivos. Em obras desde junho de 2021, a expectativa do executivo é que o estádio, que terá capacidade para 26 mil pessoas, comece a receber eventos no fim deste semestre.

Áreas em que o Mercado Livre irá explorar no Pacaembu (Reprodução)

Barella acrescenta que o local já está com 72% de sua ocupação deste ano fechada para eventos, feiras, shows e que há acordos encaminhados para receber jogos de futebol, com Cruzeiro, São Paulo e Santos. Há também a expectativa de que a Arena se candidate para receber grandes eventos, como a final de alguma edição da Conmebol Libertadores e a Copa do Mundo Feminina de 2027, caso o Brasil seja selecionado pela Fifa.

Yunes, do Meli, diz que o investimento será uma das iniciativas da empresa para comemorar seus 25 anos no Brasil. Considerado um dos dez principais pontos da cidade de São Paulo, o estádio do Pacaembu foi construído em 1940 e recebeu jogos da Copa do Mundo de 1950, além de grandes títulos de clubes paulistas, como, mais recentemente, o da Libertadores de 2011 do Santos de Neymar e da primeira conquista continental da história do Corinthians.

Estádio do Pacaembu, em São Paulo (Pedro Ernesto Guerra/ Santos FC)

O investimento bilionário do Mercado Livre vai em linha com outros grandes acordos de naming rights no país na última década. A seguradora alemã Allianz abriu a porteira em meados de 2013, com um acordo de R$ 300 milhões à época para dar nome ao estádio do Palmeiras, a exemplo do que já fez em outros estádios da Europa.

A Itaipava, do Grupo Petrópolis, foi outra grande empresa a dar nome a uma arena, no caso a Fonte Nova, na Bahia, no fim de 2013. Em 2020, após as detentoras dos direitos de transmissão na TV passarem a citar os nomes patrocinados dos campos, outros acordos começaram a sair, como o investimento de R$ 300 milhões da Hypera para o nome Neo Química Arena, do Corinthians, por 20 anos e o MorumBIS, do São Paulo.

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Rikardy Tooge

Repórter de Negócios do InfoMoney, já passou por g1, Valor Econômico e Exame. Jornalista com pós-graduação em Ciência Política (FESPSP) e extensão em Economia (FAAP). Para sugestões e dicas: rikardy.tooge@infomoney.com.br