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Como a Enauta se preparou para ano ‘mais importante’ de sua história

Petroleira avançou na compra de ativos no fim de 2023 e deve ampliar sua capacidade de produção em mais de 15 mil barris por dia

Felipe Mendes

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O CEO da Enauta, Décio Oddone, não esconde que há grandes planos para a petroleira este ano. “2024 é o ano da transformação da Enauta”, disse ele, sem pestanejar. A empresa passou por mudanças significativas em sua composição acionaria após a diluição das ações de sua antiga controladora, o grupo Queiroz Galvão, que perdeu espaço com a conversão de sua dívida para bancos em ações da petroleira. Mais próxima de ser uma corporation hoje, a empresa foi às compras no fim de 2023 e promete manter acesa a chama por novas oportunidades de consolidação de ativos este ano.

“A Enauta está posicionada para ser uma consolidadora de mercado. A gente está buscando adquirir outras companhias, outros ativos e crescer o nosso portfólio. Esse é o nosso objetivo e a gente está muito bem posicionado para isso”, afirma Oddone.

Em dezembro, a Enauta comprou a totalidade da participação da Qatar Energy nos campos de petróleo de Ostra, Abalone e Argonauta. A parcela, equivalente a 23% da operação, demandará um desembolso de US$ 150 milhões com data efetiva de 1° de julho. Os campos formam o Parque das Conchas, na Bacia de Campos, e têm a Shell como operadora. Alguns dias antes de anunciar o acordo, a companhia firmou a aquisição de 100% das concessões da Petrobras nos campos de Uruguá e Tambaú, localizados na Bacia de Santos. Os investimentos em campos maduros sinalizam uma fase mais agressiva da companhia no mercado.

Décio Oddone, CEO da Enauta – Divulgação

“O que a gente vai fazer pela primeira vez é operar um campo que já está maduro e já foi operado por outra companhia que é Uruguá e Tambaú. Estamos estudando fazer investimentos no local. Temos a previsão de perfurar ao menos um poço para aumentar a produção”, aponta Oddone. “A gente precisa encontrar as oportunidades nas quais a companhia tem a capacidade de agregar valor e trazer resultado para o acionista. Então, com cautela e com a tomada de risco adequada, a gente continua procurando oportunidades para seguir crescendo e diversificando a geração de caixa da Enauta”, complementa.

Com as aquisições, a ideia é que a Enauta adicione, ao menos, 15 mil barris à sua produção diária e diminua gradativamente a dependência do campo de Atlanta, que equivale aproximadamente 90% da geração de caixa da empresa atualmente. A partir de agosto, a petroleira, inclusive, deve colher os frutos dos investimentos feitos para a modernização do campo de Atlanta, que recebeu um navio-plataforma com capacidade de produzir 50 mil barris por dia e estocar 1 milhão de barris. “A gente tinha colocado um sistema piloto no local em 2018 e agora, em 2024, a gente vai substituir por um sistema definitivo, com um navio desenhado especificamente para o campo de Atlanta”, explica Oddone.

Única petroleira listada no Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 em 2024, a Enauta não pretende, ao menos por ora, investir em fontes renováveis, mas não descarta endossar a transição com sua operação própria a partir de 2030. “Hoje, a gente tem indicadores de emissão de carbono bastante melhores do que os da indústria, porque o nosso petróleo é um petróleo de baixo teor de enxofre e menor emissão na atmosfera”, diz o CEO da Enauta. “Mais para frente, a partir do final da década, eu vejo uma nova Enauta começando a fazer estudos para identificar onde ela consegue se inserir na produção de energias renováveis. Hoje, no entanto, a nossa estratégia é dar continuidade à diversificação e incremento na produção de petróleo”, complementa.

Em 2023, a companhia encerrou o ano com 4,5 milhões de barris de óleo equivalentes produzidos. No número mais atualizado divulgado pela empresa, de 9 de janeiro, a produção diária do campo de Atlanta foi de 21,2 mil barris de óleo.

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