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Como a dona da caneta Bic está se reinventando na Era digital

Fabricante de origem francesa tem apostado em novas soluções digitais para manter relevância em mercado sob constante evolução

Felipe Mendes

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A Bic, fabricante da caneta esferográfica mais famosa do mercado e de outros produtos presentes  no dia a dia das famílias, está reescrevendo sua história e buscando caminhos que garantam à companhia relevância em um mundo em transformação. Para se adaptar à Era digital e transmitir a ideia de uma empresa mais moderna e sustentável, a Bic está diversificando seu portfólio e apostando na aquisição de empresas que tragam mais inovação para seu modelo de negócio.

Olivier de Bruyn, responsável pela Bic no Brasil e na Argentina (Divulgação)

Líder na venda e fabricação de canetas no Brasil, a empresa sabe que esse mercado é desafiador diante da importância dos métodos digitais no processo de alfabetização das crianças hoje em dia. Para fazer frente à concorrência e dar uma resposta à digitalização e aos apelos do mercado por sustentabilidade, a Bic concentra suas apostas no desenvolvimento de sua linha de cadernos inteligentes, um modelo de papel sintético, que é reutilizável. A aposta é oriunda da aquisição de uma startup chamada Rocketbook, em 2020, que dá nome ao produto, que já é vendido no país. “É um caderno onde você escreve, apaga e depois reutiliza. É possível transferir toda a escrita para o celular. É um caderno inteligente”, aponta Olivier de Bruyn, general manager da empresa para o Brasil e a Argentina.

O executivo de origem belga assumiu a operação brasileira em 2017 e reconhece que a Bic tem laços fortes com o país. De suas 24 fábricas espalhadas pelo mundo, a brasileira é a única que atua com a produção das três principais frentes da companhia: papelaria, isqueiros e lâminas. Instalada na Zona Franca de Manaus, a operação brasileira produz 3,7 milhões de itens diariamente, sendo que o país consume quase 90% disso e o restante é distribuído em outros países América do Sul. “O único jeito de disputar e crescer no mercado brasileiro é produzindo aqui”, diz ele.

Como os números da Organização Mundial da Saúde (OMS) comprovam que há uma queda expressiva no tabagismo pelo mundo (a redução foi de 300 milhões de fumantes entre 2007 e 2021, segundo relatório da entidade), a ideia da empresa é dar uma nova cara ao mercado de isqueiros, sua principal atuação no Brasil. A empresa deve lançar no início de 2024 o acendedor eletrônico EZ Reach, que é febre no mercado americano, onde tem como garoto-propaganda o rapper Snoop Dogg. A ideia, segundo Bruyn, é mostrar que o produto pode estar presente no dia a dia das pessoas de outra forma. “O grande diferencial é que ele tem um bico com prolongador. Serve para acender velas e churrasqueira, por exemplo”, diz o executivo belga.

Mesmo com os desafios nas diversas frentes de atuação, Bruyn comemora o crescimento de receita em duplo dígito no país nos últimos anos. Embora não divulgue a receita local, a Bic reportou um faturamento de 333 milhões de euros para a América Latina (região na qual o Brasil corresponde por mais de dois terços do montante) nos nove primeiros meses deste ano, crescimento de 15,6% frente ao mesmo período do ano anterior. Em 2022, a empresa registrou receita global de 2,2 bilhões de euros — o objetivo global da companhia é elevar esse montante para cerca de 3 bilhões de euros até 2025.

Além disso, a companhia também está estudando a entrada no mercado de tatuagens no Brasil. Em janeiro de 2022, a empresa adquiriu a Inkbox, marca de tatuagens semipermanentes, por US$ 65 milhões, em valores da época. A expectativa da companhia, com isso, é que esse mercado atinja um patamar de US$ 1,5 bilhão em valor até 2031. O movimento de diversificação é, mais uma vez, voltado a um público mais jovem. “Nós estamos estudando a entrada nesse mercado aqui no Brasil. Será praticamente uma quarta categoria para nós”, afirma o executivo.

Para se conectar com as gerações Z e alfa, a empresa investiu pela primeira vez em um estande no festival de cultura pop e geek CCXP 23, realizado em São Paulo. A empresa está usando o espaço para apresentar ativações ligadas ao metaverso, com o BICVERSE, um mapa desenvolvido em parceria com a Epic Games dentro do jogo Fortnite.

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