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‘Pichincha’, o primeiro cliente da brasileira Agrotools no Equador

Projeto de internacionalização da empresa inclui Estados Unidos e Canadá

Alexandre Inacio

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Perto de completar 18 anos e atingir a maioridade, a brasileira Agrotools está ampliando sua atuação internacional. A agtech acaba de fechar um contrato com o banco equatoriano Pichincha, uma das principais instituições financeiras voltadas ao agronegócio do país, com atuação também no Peru.

A Agrotools já tem clientes em Paraguai, Argentina, Austrália e Colômbia, e o projeto para ampliar a presença internacional inclui sondagens dos mercados americano e canadense. No Brasil, a Agrotools já tem entre seus clientes pelo menos 14 instituições financeiras.

A Agrotools faz o monitoramento remoto de áreas rurais, tanto no Brasil quanto no exterior, e também a gestão dos dados coletados – uma espécie de “big data do campo”. A agtech foi uma das primeiras a desenvolver um sistema para monitorar a origem dos animais abatidos por grandes frigoríficos como JBS (JBSS3), Minerva (BEEF3) e Marfrig (MRFG3).

“Os americanos e os europeus sempre estiveram tão protegidos pelos subsídios que, atualmente, existe uma janela de oportunidade única que se abre para nós”, disse Sérgio Rocha, CEO e fundador da Agrotools, ao IM Business.

Sérgio Rocha, CEO e co-fundador da Agrotools (Foto: Divulgação)

Segundo o executivo, a empresa passou os últimos anos se preparando para acelerar seu processo de internacionalização. Uma das principais ações foi organizar a governança da companhia após a rodada de captação de 2022, quando levantou R$ 85 milhões para financiar sua expansão.

Após a captação, a empresa passou a contar, entre seus investidores, com nomes de peso do mercado de capitais e do empresariado nacional, como o venture capital KPTL, o Inovabra (private equity do Bradesco), Horácio Lafer Piva (Klabin), Paulo Haegler (Toledo Balanças), Pedro Paulo Campos (ex-Pátria e JP Morgan), Ronaldo Galvani (Galvani Fertilizantes) e Fátima Marques (ex-Korn Ferry).

Os novos sócios ajudaram a empresa a estruturar um modelo comercial baseado em “software as a service” (SaaS) e sair de 90 funcionários para os atuais 250. Hoje, a empresa atende mais de 100 empresas e possui pouco mais de 150 contratos ativos.

Esses contratos geraram em 2023 um Lifetime Value (LTV) de R$ 340 milhões para a Agrotools. Esse saldo de receitas recorrentes representou um crescimento de 30% em relação ao desempenho de 2022.

Escritório da Agrotools de onde é possível monitorar remotamente o que acontece no campo (Foto: Divulgação)

Em grande medida, a decisão da Agrotools de se “reinventar” se deve também à chegada de concorrentes de peso, como a Serasa Experian, e também de novos entrantes como a Traive. Para alguns ex-funcionários, a Agrotools começava a se acomodar por estar sozinha em seu mercado durante muito tempo.

Cada uma dessas empresas tem seu modelo de negócio, mas a base de serviço de todas elas é o monitoramento de áreas produtivas do agronegócio e gestão dos dados coletados. No ano passado, por exemplo, a Serasa adquiriu a Agrosatélite e incorporou ao seu sistema um banco de dados com dez anos de performance mapeada das principais culturas do Brasil.

Em fevereiro deste ano, a Traive anunciou a captação de US$ 20 milhões com investidores, entre eles o Banco do Brasil, para financiar sua próxima onda de crescimento. O plano é atrair as instituições financeiras para seu marketplace de crédito rural.

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