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Biz vira instituição de pagamento e prevê ultrapassar R$ 1 bi em transações em 2024

Com nova diretoria, próximo passo da techfin é ampliar oferta de serviços e mirar em faturamento 30% maior

Taís Laporta

CEO da Biz, Douglas Barrochelo. Crédito: Divulgação

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A Biz, fornecedora de infraestrutura de meios de pagamento, banking, prevenção de fraudes e benefícios flexíveis, recebeu autorização do Banco Central para operar como instituição de pagamento (IP). Com a licença, a techfin se prepara para ampliar o leque de soluções para empresas, como pix-as-a-service, open finance e core banking. A meta é de um faturamento 30% maior em 2024.

O processo para virar uma IP começou em agosto do ano passado, após a Biz ter atingido o limite de R$ 300 milhões em transações em 12 meses. A expectativa agora é de ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão este ano. A Biz processa mais de R$ 20 bilhões em recursos por ano e opera mais de 9,5 milhões de cartões. 

A vantagem do “aval” para o negócio, segundo o CEO da companhia, Douglas Barrochelo, é poder ofertar mais soluções para os clientes e reduzir a burocracia nas transações, além de custos. Como IP, a techfin pode passar a operacionalizar serviços que antes precisavam de um intermediário.

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“Isso abre a oportunidade de oferecer ainda mais soluções para esse mercado, como pix-as-a-service, open-finance, core banking e ITP (Iniciador de Transação de Pagamento), fortalecendo nosso propósito de descentralizar o sistema financeiro”, afirmou Barrochelo ao InfoMoney.

A Biz tem como principais clientes a 99, Pagol  (empresa do grupo GOL e Smiles) e Grupo Bandeirantes. Também atende os segmentos de varejo, transporte e aviação civil.

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Após receber o sinal verde para operar como IP, a empresa anunciou contratações de novos executivos para reforçar o atingimento das metas. Adriano Serrano, Mauro Penna como diretores das áreas de operações, finanças e receitas, respectivamente. Na área comercial, Wagner Martins chega como Chief Revenue Officer (CRO).

Bancarizando empresas

Na missão de bancarizar empresas, o executivo da Biz defende a oferta de soluções customizadas. “Não é apenas oferecer uma conta digital no seu site de e-commerce ou incluir pagamento de fornecedores por Pix no seu ERP. É compreender por onde o dinheiro percorre, em toda sua cadeia (funcionários, fornecedores e clientes), e oferecer soluções financeiras dentro do seu próprio ecossistema de forma hiper personalizada”, com sua marca e do seu jeito”, afirma.

Ele cita como exemplo os benefícios flexíveis com a bandeira Visa. Com o recurso, as empresas pagam benefícios como refeição, alimentação, saúde, cultura, educação e combustível, usando um produto de marca própria.

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Após a oferta de produtos e serviços para os colaboradores, como salários, cartão de crédito, crédito consignado, seguros e assistências, o próximo passo é ampliar a oferta para as demais partes da cadeia das empresas, como clientes e fornecedore, revela Barrochelo.