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Já otimista com BRF, analista vê boa "surpresa" de R$ 1 bilhão no Ebitda do 3º trimestre

Melhora da companhia passa por três pontos, que podem elevar o potencial de alta das ações para 42%

BRF_Bloomberg

SÃO PAULO - Penalizada desde o ano passado, a BRF (BRFS3) passa por um momento de recuperação de confiança do mercado. Desde o segundo trimestre, a companhia vem mostrando números consistentes e que estão deixando os investidores otimistas. Não à toa, os papéis da companhia já subiram mais de 20% desde que a companhia divulgou seu balanço do segundo trimestre.

Mas ainda dá para melhorar. Em relatório divulgado na terça-feira (26), o Bradesco BBI afirmou que a companhia pode mostrar um desempenho ainda melhor que o esperado. De início, a equipe de analistas liderada por Gabriel Lima revisaram suas projeções, esperando uma Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre - quase o dobro dos R$ 575 milhões do período anterior -, refletindo "apenas o undersupply de frango no Brasil e recuperação de exportação".

Apesar da melhora das expectativas, o preço-alvo foi mantido em R$ 55, o que representa um potencial de upside de 20% ante o último fechamento, de R$ 45,75. Porém, uma boa surpresa pode vir para o investidor, já que Gabriel chama atenção para um potencial de upside adicional de R$ 1 bilhão no Ebitda e que ainda não está incorporado nos seus números. Esta avaliação é separada em três pontos:

1 - R$ 400 milhões de ganho na redução de capacidade ociosa que está em 75% - ante média histórica de 95% - e consumiu 150 pontos-base de margem Ebitda. O analista lembra que a companhia já anunciou a reabertura da planta halal em Goiás e está lançando uma nova marca - ainda sem nome - no segmento mais barato do mercado.

2 - R$ 300 milhões de ganho na diminuição da perda de FIFO (sistema de contabilidade usado em estoques), que segundo Gabriel, chegou a tirar R$ 530 milhões do Ebitda nos últimos 12 meses - contra média histórica de R$ 250 milhões. "Se a empresa conseguir aumentar volume no mercado doméstico, a perda de FIFO deve voltar para os níveis normalizados de R$ 250 milhões por ano", diz Gabriel.

3 - R$ 250 milhões de ganho na recuperação de participação de mercado. O analista lembra que, no segundo trimestre, a BRF começou a recuperar market share, chegando a 54,4% depois de cinco trimestres consecutivos de perda.

Considerando todos estes pontos, o otimismo dos analistas do Bradesco é ainda maior: a melhora de execução levaria o preço-alvo dos papéis para R$ 65 - um potencial de alta de 42%. Vale lembrar que os papéis BRFS3 estão na Carteira InfoMoney desde agosto e já registraram ganhos de cerca de 17% desde então.

 

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