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Bradesco supera todas as estimativas com lucro de R$ 21,56 bilhões em 2018

Maior estimativa registrada pela Bloomberg foi de R$ 5,7 bilhões para o trimestre; número atingiu R$ 5,8 bilhões  

Bradesco noite
(Divulgação)

SÃO PAULO – O Bradesco (BBDC4) superou todas as estimativas divulgadas de analistas ao reportar lucro líquido recorrente de R$ 5,8 bilhões no último trimestre de 2018, número 19,9% acima do mesmo período de 2017.

O resultado ficou 5% acima do consenso do mercado, de acordo com a XP, e superou até a maior estimativa registrada pela Bloomberg, em R$ 5,7 bilhões. No ano, o lucro líquido ficou em R$ 21,56 bilhões.

Para analistas da XP, os números provavelmente foram bem recebidos pelo mercado, bem como as previsões destacadas no relatório dos resultados. “Reiteramos a ação como nosso nome favorito entre os bancos privados e nossa recomendação de Compra”, escrevem. O Itaú BBA também se animou: “as margens foram uma surpresa positiva”, disse o analista Thiago Bovolenta.

Outro destaque foi o ROE (retorno sobre o patrimônio, utilizado para medir a capacidade de crescimento da empresa com os ativos que já possui). O indicador ficou em 19,7% no trimestre, e 19,0% - contra 18,1% em 2017.

Segundo o relatório de resultados do banco, as evoluções do lucro refletem o desempenho do resultado operacional, impulsionado pela performance da margem financeira e as despesas com provisões (PDD expandida). Também é dado crédito ao "desempenho positivo" das receitas de prestação de serviços e resultados com operações de seguros, previdência e capitalização.

Visão positiva para o futuro

A administração do banco disse que a posição do país em 2019 é “favorável à aceleração do crescimento, inclusive com condições financeiras mais benéficas”. O banco espera avanço de até 13% para a carteira de crédito, acima da alta de 7,8% em 2018. Este seria o maior crescimento desde pelo menos 2014.

“Inflação e juros em patamares reduzidos, famílias e empresas desalavancadas, taxas de inadimplência em níveis baixos e espaço para expansão da demanda, constituem vetores propícios para um crescimento mais intenso em 2019”, diz o Bradesco no relatório”. Todos esses fatores, acredita o banco, “devem ser potencializados na retomada da agenda de reformas estruturais, com impactos positivos sobre a confiança de empresários e consumidores”.

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O banco também se mostra preocupado com a aplicação do que chama de “políticas econômicas críveis e sustentáveis”. No relatório, escreve que é “fundamental” que “o Brasil avance em sua agenda, abrangendo aspectos macro e microeconômicos, preparando-se para um ambiente internacional que deverá continuar desafiador nos próximos trimestres”.

E a ação?

Bradesco é a escolha favorita no setor de bancos privados para alguns dos especialistas que cobrem o setor. Além da XP, mencionaram o banco analistas do Itaú BBA.

Na comparação com outros bancos, o Bradesco está “atrasado” no indicador de preço da ação sobre lucro (P/L), indicam os relatórios. Os papéis da empresa são negociados a 11,3 vezes seu lucro, um desconto de 9% com relação aos principais competidores, Itaú e Santander.

Divulgado na quarta-feira, o balanço do Santander decepcionou o mercado, e as ações caíram 2,04%. Isso pode chamar ainda mais a atenção para o concorrente. No ano, a ação do Bradesco acumula alta de 10,89%. 

 

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